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Processos devem ser revistos para que os dados sejam de qualidade e possam embasar decisões de negócio.

Ciesp News - Começar aos poucos e evoluir gradativamente é uma das principais recomendações para pequenas e médias empresas que pretendem iniciar ou ampliar a aplicação de Inteligência Artificial nos negócios, segundo Sandro Breval Santiago, pós-doutor pela Escola de Mecatrônica e Sistemas, da Politécnica da USP, e pela Faculdade de Engenharia, na Universidade do Porto na área de Gestão Industrial e Indústria 4.0.

Sua autoridade na área é chancelada por sua larga experiência em projetos de manufatura avançada, gestão no segmento industrial e serviços tecnológicos, bagagem que fundamentou a aula on-line “IA na Liderança e na Gestão” ministrada, no dia 22/07, para cerca de 20 lideranças empresariais, a convite do Núcleo de Jovens Empreendedores do Ciesp de São Bernardo do Campo, em parceria com a consultoria LGK Gestão e Governança.

Hoje, começar com IA não significa comprar robôs ou fazer grandes investimentos. Esse é um dos maiores mitos sobre a Inteligência Artificial. O primeiro passo é identificar uma atividade repetitiva que consuma tempo da equipe, como responder e-mails, elaborar relatórios, organizar documentos ou atender clientes. Existem ferramentas de IA acessíveis, muitas são gratuitas ou de baixo custo, que já conseguem automatizar essas tarefas”, afirmou Sandro em entrevista ao Ciesp News.

Ele afirma ainda que qualquer gestor pode usar IA, mesmo sem saber programar, porque as plataformas, hoje, também são muito intuitivas. Como exemplos ele cita a geração de relatórios de produção ou a organização de informações comerciais. De acordo com ele ainda, é fundamental que as equipes também sejam capacitadas.

Prioridades
Para ele, toda empresa pode começar o uso de IA por zonas prioritárias, passando primeiro pelas tarefas administrativas (com relatórios, documentos e comunicações) e depois pelo planejamento da produção e do estoque, chegando posteriormente ao suporte à tomada de decisão, momento em que os dados da empresa passam por uma transformação por meio de análises rápidas e recomendações práticas para os gestores.

Ele frisa, no entanto, que, ao final, a IA não substitui o gestor. “A decisão continua sendo humana, mas passa a ser muito mais embasada. O maior erro é acreditar que a tecnologia resolve tudo sozinha”, explica.

8 passos para crescer com o uso de IA:

1) Comece pequeno. Usar IA não significa comprar robôs ou fazer grandes investimentos. É um erro querer transformar a empresa de uma única vez.

2) Identifique atividades repetitivas. Esse tipo de atividade consome muito tempo da equipe. Pesquise ferramentas de IA, pois muitas são gratuitas ou de baixo custo.

3) Tenha em mente que qualquer gestor pode usar IA. Não é necessário saber programar para isso. As plataformas atuais são extremamente intuitivas.

4) Capacite suas equipes. Em poucas horas já é possível desenvolver soluções que antes exigiam programadores.

5) Envolva seus colaboradores. A comunicação é decisiva. A mensagem precisa ser clara: a IA veio para eliminar tarefas repetitivas, não pessoas. O objetivo é permitir que os colaboradores dediquem mais tempo às atividades que realmente agreguem valor, como resolver problemas, inovar, atender melhor os clientes ou melhorar processos.

6) Tenha em mente que a IA não substitui o gestor. Ela amplia a sua capacidade de decisão, pois consegue analisar rapidamente milhares de informações que levariam horas para uma pessoa interpretar.

7) Aproveite a capacidade preditiva. A grande vantagem da IA é a sua capacidade preditiva. Em vez de apagar incêndios, a empresa passa a trabalhar de forma antecipatória, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

8) Revise processos e garanta a qualidade dos dados. Antes de pensar em IA, é preciso organizar os processos e garantir que os dados tenham qualidade para de fato ajudar nas tomadas de decisão.