O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) prestigiou, nesta terça (04/08), a abertura da 21ª edição da Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exhibition), considerada o maior evento de aviação de negócios da América Latina.
Durante a cerimônia de abertura da feira, a Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), organizadora do evento, informou que a expectativa é de superar o volume total de US$ 150 milhões em negócios fechados no ano passado.
O evento reúne fabricantes de aeronaves, fornecedores e prestadores de serviço do setor aeronáutico. Nesta edição são 2.204 expositores e 55 aeronaves. A expectativa é de quase 190 mil visitantes.
Brasil é o 2⁰ maior mercado
O presidente do Ciesp, Rafael Cervone, que esteve na abertura da feira no Campo de Marte, na capital paulista, ressaltou que o Brasil hoje é o segundo maior mercado do mundo na aviação comercial.
Ele avalia que o setor de aviação executiva no Brasil vive um período de expansão acelerada no pós-pandemia, impulsionado pela inovação tecnológica e pelo avanço de novas modalidades de transporte.
Dados da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) indicam que o número de passageiros que utilizaram a aviação de negócios registrou uma alta de 33% no período recente, superando em quase três vezes o crescimento do PIB do setor aeroespacial (12,5%). O Brasil ocupa hoje o posto de segundo maior mercado global de aviação de negócios e comercial, atrás apenas dos Estados Unidos.
Atuação complementar
Para Cervone, a consolidação desse ecossistema abre caminho para novas fronteiras econômicas.
Isso desenvolve uma indústria aeronáutica que também está envolvida com a aeroespacial, conectando-se agora aos popularmente conhecidos 'drones de transporte de pessoas'", afirmou o dirigente.
O avanço desse mercado ganha força com os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical (eVTOLs). A fabricante brasileira Embraer avança nos testes do Eve, aeronave elétrica urbana com certificação em andamento junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
De acordo com Cervone, a expectativa das autoridades do setor é que o Brasil figure entre os primeiros países a regulamentar as operações comerciais desses veículos.
Não haverá uma disputa direta com a frota tradicional de helicópteros, mas sim uma atuação complementar. Trata-se do surgimento da chamada 'economia de baixa altitude', um segmento capaz de movimentar centenas de bilhões de reais e atrair inovação, tecnologia e novos materiais para a cadeia industrial", concluiu Cervone.
O presidente do Ciesp foi recebido pelo CEO da Abag, Flávio Pires. Na abertura, estiveram presentes também autoridades, como o ministro de Estado de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e lideranças da Aeronáutica, da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo e dos setores produtivo e financeiro.