Você esta usando um navegador desatualizado. Para uma experiência de navegação mais rápida e segura, atualize gratuitamente hoje mesmo.
  • calendar_month
  • update
  • person Adriana Matiuzo
  • share Compartilhe

Embora o recuo da Selic ao longo deste ano seja positivo, o ritmo dos cortes permanece tímido e insuficiente diante das necessidades de crescimento mais robusto do País.

Por ocasião da penúltima reunião, em 2026, do Comitê de Política Monetária (Copom), terça e quarta-feira (03/11 e 04/11), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) defende uma reflexão aprofundada entre as autoridades do Banco Central e os responsáveis pela política econômica do Governo Federal sobre a necessidade de acelerar a redução dos juros no Brasil. Embora o recuo da Selic ao longo deste ano seja positivo, o ritmo dos cortes permanece tímido e insuficiente diante das necessidades de crescimento mais robusto do País.

Respeitando-se a autonomia do Banco Central, é inadiável uma articulação efetiva entre as políticas fiscal e monetária no novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil precisa enfrentar a grande dívida do setor público e criar condições para que os juros desçam a níveis mais civilizados e compatíveis com as necessidades de fomento da indústria, dos demais setores produtivos e do consumo das famílias. Selic e déficit das contas da União, estados e municípios, embora atrelados a distintas instâncias de decisões, caminham juntos”, pondera Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 

Ele lembra que o custo elevado do dinheiro restringe o crédito, desestimula investimentos, reprime o consumo e limita a expansão da economia.

Precisamos construir, desde já, as condições para um ciclo virtuoso de crescimento em 2027, com mais produção, competitividade e geração de empregos. Para isso, são fundamentais mais equilíbrio fiscal e juros muito menores do que temos hoje”, afirma Cervone.