“A não renovação da isenção do Imposto de Importação para carros elétricos montados no Brasil (regimes CKD – Completely Knocked Down – e SKD – Semi Knocked Down), que expirou em 31 de janeiro, atende a uma legítima e justa solicitação de entidades representantes da indústria, do segmento automotivo e de numerosos sindicatos de metalúrgicos. Prevaleceu o bom senso”, afirma Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Cervone, lembrando que o Ciesp foi uma das entidades que se mobilizaram de modo enfático pelo fim da isenção, cita estudo da Anfavea sobre o impacto direto do uso de kits importados na produção de veículos eletrificados no Brasil: a manutenção e ampliação do benefício eliminaria quase 70 mil empregos diretos nas montadoras nacionais. O efeito no âmbito da cadeia automotiva seria próximo de 230 mil postos de trabalho.
“Ou seja, estão sendo preservadas aproximadamente 300 mil vagas para trabalhadores brasileiros, além de evitar perdas em produção e arrecadação que chegariam a R$ 103 bilhões”, salienta o presidente do Ciesp e conclui: “Não foi sem razão que entidades de classe patronais e laborais defenderam o fim da isenção, que é positiva para a indústria, a cadeia automotiva, que é bem estruturada, e a economia nacional”.