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A decisão concede um privilégio vergonhoso a empresas estrangeiras e agrava a desvantagem tributária de quem produz, investe, trabalha e gera empregos no Brasil”, afirma Rafael Cervone, presidente da entidade.

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) repudia aprovação, em “fulminantes” votações na Câmara dos Deputados e no Senado, da Medida Provisória 1.357/2026, que estabelece alíquota favorecida de 30% para importações de até US$ 3 mil e extingue a chamada "taxa das blusinhas", tornando totalmente isentas as encomendas internacionais de até US$ 50.

A decisão concede um privilégio vergonhoso a empresas estrangeiras e agrava a desvantagem tributária de quem produz, investe, trabalha e gera empregos no Brasil”, afirma Rafael Cervone, presidente da entidade e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para ele, “é absurdo que um acordo político, com forte viés eleitoral, resulte em medida insensata prejudicial à economia nacional, às indústrias, ao varejo e aos trabalhadores, que têm seus empregos ameaçados.”

O pretenso e questionável ganho em termos de preços de alguns produtos “ilude os consumidores, porque quem perder seu trabalho devido à concorrência desleal imposta às empresas brasileiras não tem como comprar nada”, pondera o presidente do Ciesp.

Cervone salienta que o “estranho” rito das votações, sem análise mais aprofundada e um necessário debate sobre os graves impactos da desigualdade tributária contra as empresas brasileiras, evidenciou a prevalência de interesses eleitorais imediatos sobre o bem maior da economia nacional.

Infelizmente, os poderes políticos da República que costuraram o acordo para aprovação da MP cometeram um ato descabido e impensado contra o Brasil e seu povo”, diz o presidente do Ciesp.