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Skaf leva a Meirelles proposta de retomada do Reintegra

Presidente da Fiesp e do Ciesp manifesta apoio ao teto de despesas e fala sobre preocupação com crédito e câmbio

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse nesta sexta-feira (29/7) em Brasília, após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que a volta do programa de devolução de impostos sobre produtos exportados, o Reintegra, pode evitar queda nas exportações. “Nossa proposta foi a retomada do Reintegra.” A lei permite compensar até 3% dos impostos embutidos nos produtos exportados, mas atualmente só compensa 0,1%. “Se o Brasil quer ser um país exportador –e precisa ser um país exportador- não pode insistir em ser exportador de impostos.”

“Estamos muito preocupados com o câmbio”, disse Skaf, explicando que a excessiva valorização do real rouba a competitividade brasileira. Lembrou que diversos fatores, como o provável fim do processo de impeachment e consequente retomada da confiança, a entrada de investimentos estrangeiros e a repatriação de recursos pressionam o dólar para baixo.

Skaf relatou a Meirelles também sua grande preocupação com o crédito. “As instituições financeiras, mesmo as oficiais, estão muito retraídas”, explicou. Mesmo a renovação de contratos está difícil. “É preciso pelo menos manter o que as empresas têm.”

Em relação aos gastos públicos, Skaf manifestou total apoio à PEC que impõe seu limite. “É fundamental para o Brasil”, disse Skaf. “Vamos apoiar a PEC” no Congresso, afirmou. Se o dispositivo estivesse em vigor, a dívida pública estaria atualmente em cerca de R$ 700 bilhões, em vez de perto de R$ 4 trilhões. Menor, a dívida permitiria a redução da taxa Selic, o que levaria ao crescimento. “O Brasil seria outro.”

Skaf disse a Meirelles que “em hipótese nenhuma” a indústria vai aceitar aumento de impostos. “O ajuste fiscal tem que ser feito pela redução das despesas, não pelo aumento de impostos.” A inadimplência já é alta, explicou Skaf, porque as empresas não têm fôlego para pagar os impostos. “Nossa posição é radical contra a CPMF e contra qualquer aumento de impostos. O governo tem que apertar o cinto.”