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Qual o futuro dos carros elétricos no Brasil? Tema foi destaque em debate on-line

Prós e contras dos veículos elétricos, assim como o que tem sido feito para aprimorar o setor, além dos caminhos para uma logística reversa eficiente foram assuntos de reunião on-line

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de se manter um canal de informação de credibilidade e de oferecer um serviço importante para a sociedade brasileira, a Fiesp realizou, na manhã da última terça-feira (27/4), encontro on-line para debater um tema que vem tomando as discussões atuais no país e no mundo: os aspectos positivos da utilização dos veículos elétricos e as dificuldades para a sua expansão.

Players de expressividade apresentaram as diferenças entre os tipos de carros movidos à energia, tendências de mercado, evolução dos modelos fabricados, além de uma linha do tempo com os resultados das políticas públicas implementadas para alavancar o setor. O debate se deu no Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) e do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS), da Fiesp.

O presidente do Cosema, Eduardo San Martin, reforçou que entender a respeito das particularidades do tema é primordial para a cadeia produtiva brasileira, para a população e, consequentemente, para desenvolvimento do país. “Nesta discussão, nós pretendemos conhecer e contribuir para a difusão de conceitos importantes como os prós e os contras dos veículos movidos à eletricidade, assim como o que tem sido feito para aprimorar o setor, os elementos que constroem o preço desses itens, além dos caminhos para uma logística reversa eficiente envolvendo a categoria”, explicou.

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Eduardo San Martin, presidente do Cosema, frisou a importância do desenvolvimento dessa cadeia produtiva e, consequentemente, do Brasil. Fotos: Everton Amaro

Adalberto Felício Maluf Filho, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) falou sobre a expansão da produção e da utilização dos veículos elétricos no país.

A Guarda Municipal de São José dos Campos, cidade no interior de São Paulo, por exemplo, já dispõe de 100% de sua frota movida à eletricidade. Já no município de Salto, também no interior paulista, os caminhões utilizados pela prefeitura não possuem motores à combustão, ou seja, são eletromóveis.

“A indústria automotiva vem passando por um processo de eletrificação. No ano passado, foram vendidos cerca de 19 mil veículos híbridos no país, aqueles que funcionam com duas fontes de força. Além do motor a combustão, o carro ainda tem outro propulsor, que é elétrico. No que diz respeito aos carros exclusivamente movidos à eletricidade, o total de unidades comercializadas chegou a 801, no mesmo período”, informou.

Paulo Maisonnave, gerente da ENEL-X, explicou que a mobilidade elétrica gera a oportunidade do uso de energias renováveis. O Brasil dispõe de matéria-prima, conhecimento científico e potencial energético para alavancar o setor. “Estamos alcançando uma indústria eficiente no que tange ao consumo de energia. Acredito que nos próximos cinco anos teremos construído essa transição para obtermos um modelo sustentável de negócio dos veículos elétricos”, disse.

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Adalberto Felício Maluf Filho, da ABVE, deu destaque à expansão da produção e utilização dos veículos elétricos no país

O gerente de Assuntos Governamentais na Toyota do Brasil, Thiago Sugahara, trouxe um pouco das políticas públicas implementadas para o setor nos últimos anos, que foram geradoras de transformações para a cadeia produtiva.

Em 2008, foram produzidos os primeiros veículos híbridos no Brasil. No ano de 2013, a cidade de São Paulo reservou uma parte das novas licenças de táxi para que fossem liberadas apenas aos motoristas de carros híbridos e elétricos. Quatro anos depois, começaram os testes para a produção do primeiro automóvel híbrido flex, unidade que funciona com gasolina ou etanol, junto a dois motores elétricos. Em 2019, este carro começou a ser comercializado, alcançando a posição de primeiro do mundo com tais características e o mais “verde”, de acordo com o expositor.

“Passamos de 800 unidades elétricas emplacadas no país, em 2015, para 19 mil, no ano passado. A expectativa é que este ano este número chegue a 28 mil. A universalização da eletromobilidade tem como meta a redução em 40% das emissões de combustíveis fósseis, em média”, pontuou Sugahara.

PREÇO – O presidente do Cosema, Eduardo San Martin, ponderou que a discussão em torno deste tema não pode se esgotar, uma vez que questões como o custo dos carros híbridos, elétricos e o preço final deles, repassados aos consumidores são agravantes para a universalização das unidades. Outro ponto elencado por ele diz respeito à destinação das baterias no momento em que findar a vida últil delas.

De acordo com Thiago Sugahara, para a produção e consequente venda atingir valores menores é preciso existir previsibilidade no setor. “A tecnologia vem ganhando espaço. No entanto, as políticas públicas devem olhar para frente e não orientar um caminho que estamos percorrendo agora. Além disso, é muito importante que tenhamos equidade tributária”, complementou.

Apresentação de Adalberto Felício Maluf Filho (ABVE)

Apresentação de Paulo Maisonnave (ENEL-X)

Apresentação de Thiago Sugahara (Toyota)

Apresentação de Juliano Mendes (bateria)

Assista à íntegra da live neste link