Indústria da região gera 1.254 novas vagas de emprego em março

Com saldo positivo na maioria dos 11 municípios que fazem parte do CIESP Jundiaí, a indústria gera 1.254 novas vagas de emprego com carteira assinada na região, pelo terceiro mês consecutivo este ano, de acordo com os números divulgados na quarta-feira, 28, pelo Novo Caged. Em janeiro, a indústria gerou 1.394 empregos e, em fevereiro, 1.486 novos postos de trabalho foram criados. 

A regional do CIESP compreende, além de Jundiaí, os municípios de Itatiba, Itupeva, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Morungaba, Jarinu, Louveira, Várzea Paulista e Vinhedo. E no saldo geral, os municípios empregaram 2.263 pessoas e a indústria apresentou saldo negativo nos municípios de Jarinu, Várzea Paulista e Louveira, conforme tabela abaixo:

CIESP JUNDIAÍ SALDO GERAL  SALDO DA INDÚSTRIA
CABREÚVA 96 123
CAJAMAR -183 118
CAMPO LIMPO PAULISTA 140 85
ITATIBA 11 162
ITUPEVA -40 129
JARINU 16 -23
JUNDIAI 1707 490
LOUVEIRA -14 -58
MORUNGABA 83 28
VÁRZEA PAULISTA 24 -48
VINHEDO 423 248
TOTAL  2263 1254

 

Marcelo Cereser é diretor titular do CIESP Jundiaí

De acordo com o diretor titular do CIESP Jundiaí, Marcelo Cereser, vem de uma alta gerada no fim do ano passado e segue confirmando saldo positivo no primeiro trimestre deste ano. “A velocidade do crescimento da Indústria, que vinha do final do ano passado, não foi interrompida, então por isso, mesmo em março, tivemos saldo positivo, mas está desacelerando”, avalia.

Marcelo acredita que a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm) ajudará a indústria e a manutenção dos empregos. “Tive de conhecimento de alguns pontos da legislação do Bem, entre elas, a reduções da jornada de trabalho e de salário no ano passado, que manteve 3,152 milhões de empregos no Brasil. Acredito que esta reedição vai proteger o emprego e ajudar o empresário a não demitir. É uma medida importante, ajudou a retomada econômica no ano passado”, explica.

Economia brasileira - Durante reunião do conselho, realizada na quarta-feira, dia 28, Marcelo apresentou dados econômicos e análises elaboradas pelo Departamento de Economia da FIESP/CIESP. De acordo com o documento, o agravamento da pandemia, a atividade econômica deverá exibir fraco desempenho no 1 º semestre de 2021. “O cenário externo aponta um forte crescimento global, mas precisamos ficar atentos aos riscos no horizonte: o pacote fiscal nos EUA provocou aumento dos preços das commodities, elevação dos juros internacionais e valorização do dólar”, compara.

Os empresários acreditam que a vacinação terá contribuição positiva e será fundamental para a retomada a partir do 2 º semestre de 2021. “Diante deste quadro, a FIESP mantém o cenário de recuperação econômica neste ano. A análise da nossa casa prevê o PIB crescendo 4% em 2021, número superior à expectativa de mercado que é de 3%, mas confirmam que há riscos de um crescimento menor do que a nossa projeção”, alerta.

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