Engajamento da equipe é tema de palestra no CIESP Jundiaí

Neila e Valter são da área de coaching

Profissionais da área de Recursos Humanos participaram na quinta-feira, dia 6 de outubro, da palestra “O Engajamento da equipe em favor da produtividade”.  Os palestrantes Neila Cristina Franco e Valter Cartapatti abordaram o tema por conta da nova formatação das empresas que estão mais enxutas com suas equipes, por conta da atual situação econômica do país.

“Em tempos de crise, a tendência das empresas é reduzir suas equipes. Com o quadro de colaboradores mais enxuto, os empregadores têm que motivar a equipe para manter a produtividade”, explicou Neila.

Neila Cristina Franco

Em tempos de crise, como a que o país está vivendo atualmente, Neila explicou que as empresas devem adotar uma postura intra-empreendedora. “As organizações terão que ser flexíveis e ágeis para manter a alta performance da equipe, que envolve uma postura de comprometimento, compartilhar informações e objetivos, montar estratégias e uma equipe em que as competências se complementem”, elencou. “Quando a empresa deixa claro para o colaborador qual a sua meta e para onde a empresa está caminhando , consegue a empatia do funcionário e seu comprometimento mais fáceis”, completou.

Segundo Valter, ao compartilhar informações, as empresas conseguem promover o comportamento participativo em seus colaboradores. “Eles se sentem parte do processo. É mais fácil, por exemplo, motivar e entusiasmar as equipes para manter a satisfação: funcionários felizes produzem mais. Felicidade contagia e a satisfação dos colaboradores aumenta ainda mais a vontade de trabalhar para atingir metas e realizar tarefas”, explicou.

Valter Cartapatti

Comemorar com a equipe

Para manter a equipe engajada, os empregadores devem motivar metas pessoais em seus colaboradores. “Para conseguir manter a equipe engajada, a empresa, pode, por exemplo, comemorar suas vitórias. Do trajeto até atingir a meta, as vitórias podem ser comemoradas para dar fôlego para os próximos passos: o reconhecimento da força da equipe mantém o entusiasmo das pessoas”, destacou Neila.

Valter e Neila alertaram também para as posturas dos líderes. “Líder que não toma decisões gera insegurança nos colaboradores. Para manter a equipe funcionando, o líder tem que fazer ela trabalhar coesa, motivada, sintonizada com outras equipes da empresa e com as metas”, reforçou Valter.

Para eles há três tipos de liderança: o chefe (autocrático), cuja postura apresenta baixo relacionamento interpessoal; o líder (democrático), cujo poder é baseado na credibilidade conquistada com a equipe; e o líder situacional, que ora atua como chefe, ora atua como líder. “O líder situacional entende os valores e alterna o tipo de liderança para atender equipes, tarefas e prazos diferentes que se apresentem”, explicou Neila.

Valter ainda defendeu que as empresas, independente do tamanho de sua equipe, deve encontrar seus próprios caminhos para trabalhar e motivas suas equipes. “Hoje em dia os colaboradores estão sobrecarregados seja pelo excesso de atividades, por conta de equipes reduzidas, seja pela insegurança do momento. Cabe ao líder cuidar e minimizar estes sentimentos e envolver a equipe no mesmo objetivo: produzir e crescer”, completou.

Cíntia Souza – Assessora de Comunicação – CIESP Jundiaí.