Ciesp São Carlos é sede de treinamento sobre certificado de origem

Atividade é realizada pela Fiesp/Ciesp com o objetivo de orientar exportadores

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Treinamento em Certificação de Origem é realizado no Ciesp São Carlos

O Ciesp São Carlos foi sede do Treinamento em Certificação de Origem, promovido pela Fiesp e Ciesp São Paulo, nesta quarta-feira (17). Mais de 30 pessoas ligadas à indústria e ao comércio exterior participaram da atividade, que contou com a presença da coordenadora e da analista de Comércio Exterior da Fiesp.

O Certificado de Origem é um documento que concede tratamento preferencial às operações para países com os quais o Brasil possui acordos de comércio. O objetivo desse documento é atribuir competitividade aos exportadores brasileiros, por meio da redução ou isenção do imposto de importação de seus produtos no destino, desde que as regras exigidas pelos acordos comerciais sejam atendidas.

“Esse é um documento muito importante para acesso a mercados onde o Brasil tem acordos comerciais, porque além garantir a origem brasileira, também concede a preferência tarifária, o que reduz o custo do nosso produto no mercado externo”, explicou a coordenadora de Serviços de Comércio Exterior da Fiesp, Camilla Mafissoni.

Regras

As regras de origem são critérios determinados pelos países que fazem parte dos acordos comerciais, para caracterizar se a industrialização do produto é substancial para conceder o benefício do acordo, ou seja, o tratamento preferencial.

“E o treinamento é justamente para o exportador conhecer os benefícios e entender como esse documento está relacionado com seu processo produtivo. É um documento competitivo e estratégico também porque é nesse momento que o exportador consegue definir aonde adquirir os insumos para que seu produto tenha origem brasileira, garantindo a concessão da preferência tarifária em outros países”, explicou Camilla.

O treinamento

A primeira parte do treinamento foi conceitual, permitindo que os participantes pudessem se localizar. Já na segunda parte, foi feita uma contextualização e operacionalização do processo.

“O treinamento de São Carlos teve uma boa participação de empresas que ainda não utilizam o certificado de origem, então isso é uma oportunidade interessante para o comércio exterior, significa que as pessoas estão interessadas em entender o que é o documento e quais são os benefícios”, observou a assistentes de Comércio Exterior da Fiesp, Michele Bertoloni.

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Caroline Mestriner (à esq.) tira dúvidas com a coord. de Serviços de Comércio Exterior da Fiesp

A reação dos participantes foi bastante positiva. “Achei muito interessante, porque como nossa empresa só emite certificado de origem para acordo comum, eu não sabia que tinha tantos benefícios para outro tipo de acordo, por exemplo, não sabia sobre a redução de impostos, que acaba se tornando um incentivo e um diferencial para você oferecer para um cliente da exportação”, comentou Caroline Mestriner, assistente de Comércio Exterior da Vydence Medical.

“É algo que, definitivamente, vou levar para minha empresa quando formos expandir, porque no momento, nosso mercado de exportação ocorre apenas para Canadá, EUA e Austrália. Mesmo assim, está sendo interessante porque posso levar esse diferencial para dentro da minha empresa”, comentou Caroline, que fez o treinamento pela primeira vez.

Ciclo de atividades

Cumprindo sua missão de capacitar operadores do comércio exterior e difundir a importância do uso do certificado de origem, a Fiesp, como entidade líder das emissões do documento no Brasil, tem realizado uma série de treinamentos com o objetivo de ensinar tudo o que o exportador precisa saber sobre esse documento.

“Há muitos anos a Fiesp faz esses treinamentos em vários municípios do estado, justamente para ampliar o conhecimento do exportador, do despachante, do aduaneiro e de todos os intervenientes da operação internacional”, contou a coordenadora dos Serviços de Comércio Exterior.

Segundo ela, a equipe tem realizado até dois treinamentos por mês. “Os treinamentos sempre têm representantes de vários setores, de várias indústrias, o que é muito importante para nós, porque na sede, em São Paulo, avaliamos a declaração do processo produtivo e em vários momentos estamos em contato com essas empresas. Então, esse é um momento para compreender melhor todo o processo, tirar dúvidas, discutir e para eles entenderem também o trabalho que a Fiesp faz atrelado a esse processo”, concluiu Camilla.

 

 

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