Sobre o CIESP

O CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo é uma sociedade civil de direito privado que visa dar suporte aos empresários paulistas e representá-los junto à sociedade e ao governo brasileiro. Desde sua inauguração em 1928, o Ciesp colabora para a expansão e modernização da economia nacional. Valendo-se de um trabalho sério e sempre em dia com as necessidades do povo brasileiro, o Ciesp, hoje sob o comando do presidente em exercício Sr. Paulo Skaf, ganhou voz ativa na política brasileira e assumiu para a indústria o papel de locomotiva do Brasil. O empresário associado ao Ciesp, além de ter representação garantida junto aos mais altos escalões do governo brasileiro, pode também usufruir dos serviços que a entidade oferece, como emissão de certificados de origem para exportação, assessoria técnica, jurídica e econômica, linhas de crédito facilitado, fornecimento de dissídios coletivos e participação em cursos e palestras.

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HISTÓRIA

A transformação da Indústria paulista

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – CIESP, fundado no dia 28 de março de 1928, representou uma mudança de qualidade fundamental para a industrialização do País. Mais do que formalizar propostas, a Entidade nasceu para mudar métodos e modelos de pensamentos bastante arraigados. A Primeira Guerra trouxe grandes dificuldades de importação e, com elas, as condições para um crescimento expressivo. Como resposta, o número de indústrias em São Paulo saltou de 314, em 1907, para 4.458 em 1920.

A criação do CIESP ocorreu em uma reunião no Clube Comercial, na época localizado na rua São Bento, nº 47. Os fundadores instalaram uma Diretoria provisória, presidida por Jorge Street, enquanto se providenciava a redação dos estatutos e a escolha da primeira Diretoria permanente. A escolha do cargo principal ficou com o, então, maior industrial do País: o Conde Francisco Matarazzo. O segundo cargo em Importância ficou para um jovem de 39 anos, Roberto Simonsen. Os demais cargos da primeira diretoria foram ocupados por representantes das principais empresas e idéias do momento, entre eles: Horácio Lafer, Jorge Street, José Ermírio de Moraes e Antonio Devisate. E, como convinha, a solenidade de posse, no primeiro dia do mês de junho foi presidida por Júlio Prestes, então Governador de São Paulo.

Desafios

A partir da fundação do CIESP, a indústria paulista passa a defender seus interesses de forma autônoma. Os primeiros desafios da recém-criada Entidade foram: criar um serviço de informações sobre preços de mercado no mundo; criar um centro de estatísticas; montar uma biblioteca especializada, com síntese de cada livro enviado aos sócios; inaugurar um centro de exposições; instalar um laboratório de análise de materiais e desenvolver um sistema de normas para a produção. Uma combinação altamente prática, mas não comum na época. Neste modo de funcionar estava a verdadeira novidade da Instituição. O CIESP tinha como objetivo transformar a classe industrial em formadora de opinião.

Entretanto, a crise de 1929 trouxe um novo desafio aos industriais pioneiros, que pretendiam conquistar espaço paulatinamente, como vinha acontecendo com a Indústria em todo o período da República Velha. Mas o sistema que sustentava esta possibilidade ruía com a crise. Em 1930 ocorreu o Golpe de Estado e, no dia 1º de novembro, Getúlio Vargas tomava posse no Governo como chefe de Estado. O método escolhido por ele foi o de transformar o Estado em agente sindicalizador, tanto de empresários como de operários.

Com o decreto de 1931, que instituiu um modelo sindical baseado em associações de classe, Federações Estaduais e Confederações, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo passa a chamar-se Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Passava a ser da Federação, as funções: formar a Confederação Nacional da Indústria e do Comércio e organizar um tribunal de conciliação e arbitramento, destinado a resolver questões entre patrões e empregados.

Em 1939, os líderes industriais buscam reconstituir a sua entidade. Assim, em 1942, o CIESP, voltava à ativa basicamente com as prioridades originais de 1928 adaptadas ao momento e com o sistema de eleição dos diretores pelos sócios. Coube a Horácio Lafer presidir o novo CIESP. Nos anos 40, CIESP e FIESP tinham Diretorias próprias, cada uma concentrada numa questão. Enquanto a Fiesp cuidava das questões institucionais e da mobilização industrial, o CIESP desenvolvia estudos econômicos e legislativos necessários para transformar os planos em realidade – e ainda cuidava da parte da mobilização industrial.

A descentralização da Entidade se inicia em 1949, com a criação das Regionais, fato que amplia e diversifica suas atividades.

Para desenvolver os trabalhos, o CIESP passa a sustentar a Faculdade de Engenharia Industrial, financia a reforma do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP, faz convênios com a escola de Administração de Empresas FGV, financia cursos de química Industrial, engenharia mecânica e industrial em diversas faculdades – ao mesmo tempo em que se ampliam as atividades do Senai e do Sesi.

Após a Constituição de 1988, que reformulou as entidades sindicais, o CIESP, como entidade civil se fortalece reforçando sua estrutura para bem atender o empresário industrial. Para facilitar o acesso dos empresários ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, foram criadas as Diretorias Regionais. As DRs funcionam como uma representação política da entidade e regionalizam os serviços prestados. Hoje, em todo o Estado, são 32 DRs atuando em diversas frentes, seja trabalhando pelos interesses da Indústria ou desenvolvendo projetos culturais visando à melhoria de qualidade de vida das regiões onde estão localizadas.