Indústria paulista gera 13,5 mil vagas no 1º trimestre do ano

Março apresentou variação positiva de 0,45%, com criação de 9,5 mil postos de trabalho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista apresentou variação positiva de 0,45% em março, com a geração de 9,5 mil postos de trabalho, sem ajuste sazonal. Com ajuste, há recuo de 0,12%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta terça-feira (18 de abril).

O resultado positivo, registrado após um mês de quedas, foi influenciado principalmente pelo setor de açúcar e álcool, que está aquecido por conta do período de safra agrícola. Com os dados apresentados, o primeiro trimestre do ano acumula saldo positivo de 13,5 mil vagas na indústria paulista (o equivalente à variação de 0,62%). No ano passado, esta variação foi de -1,33% no período de janeiro a março/16.

De acordo com o gerente do Depecon Guilherme Moreira, o emprego industrial aponta para a estabilidade neste ano. “ O resultado positivo de março mais que compensou a queda verificada em fevereiro. Essas oscilações são normais e mostram que o emprego tende a se estabilizar”, detalha Moreira.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de março, 8 ficaram positivos, 12 negativos e 2 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque fica por conta do segmento de coque, petróleo e biocombustíveis (7,31%) e produtos alimentícios (2,47%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de produtos diversos (-1,82%) e o de impressão e reprodução de gravações (-0,98%).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,45%) e no interior paulista (0,82%). Na Grande São Paulo, houve recuo de 0,53%.

O dado positivo foi percebido também em 16 diretorias regionais. Em Piracicaba (3,13%), o resultado foi influenciado pelo setor de produtos alimentícios (11,47%) e máquinas e equipamentos (1,30%), em Jaú (2,98%), por produtos alimentícios (6,41%) e artefatos de couro e calçados (3,09%), e em Limeira (2,56%), por produtos diversos (15,63%) e coque, petróleo e biocombustíveis (8,09%).

Já as variações mais negativas foram registradas em Botucatu (-1,58%), influenciada por produtos de metal (-40,00%); Santa Barbara D’Oeste (-1,54%), no rastro de produtos de metal (-7,21%) e de produtos de borracha e plástico (-5,20%); Sorocaba (-1,49%), seguido por máquinas e equipamentos (-16,74%) e produtos de metal (-5,21%).

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