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“Trabalhar a diversidade e a inclusão é trabalhar os direitos humanos”, reflete diretor da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

No Festival de Empreendedorismo da Fiesp, realizado em 10 e 11 de agosto, entre os debates sobre diversidade e inclusão, painel deu destaque ao ESG abordou o aspecto inclusivo da prática nas empresas

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

“Trabalhando com ESG e inclusão nas organizações” foi o último painel do Festival de Empreendedorismo: Diversidade e Inclusão da Fiesp, realizado nos dias 10 e 11 de agosto, e contou com a presença de Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e Gabriel Estevam, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Ambipar, consultoria de gestão ambiental, além da mediação de Petrina Santos, gestora ambiental.

Com o tema de ESG [Environmental, social and corporate governance, na sigla, em inglês, e Governança Ambiental, Social e Corporativa, em tradução livre, em português] ganhando cada vez mais atenção de consumidores e empresários, o painel abordou os desafios para a retomada da economia global pós-pandemia. Há desafios ambientais e sociais já constatados antes mesmo da crise causada pelo novo coronavírus. “Temos, sim, de pensar em uma retomada verde para garantir a sobrevivência das próximas gerações. Será um pacote de medidas caro, mas a inação será muito mais cara e fará empresas desaparecerem”, pontuou Carlo Pereira.

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Carlo Pereira alerta que é vital pensar em uma retomada verde para garantir a sobrevivência das próximas gerações e que a inação será muito mais cara e fará empresas desaparecerem

No debate, Petrina destacou a necessidade da simplicidade quando o assunto é a adoção dos princípios ESG. “O primeiro passo é o mais importante, e pensar de forma simples é fundamental para falar e agir na direção da inclusão e da adoção dos princípios ESG.”

Experiente quando o assunto é agregar valor em toda a cadeia produtiva, Gabriel Estevam compartilhou sua vivência na diretoria da Ambipar, incluindo o esforço para incluir catadores no ciclo do produto oferecendo remuneração justa e as iniciativas para zerar as emissões de resíduos, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) das Nações Unidas (ONU) e da Agenda 2030.

“A economia circular pode ser uma maneira de trabalhar de forma inclusiva nas empresas, pois vai impactar mais stakeholders e, assim, é possível exigir o mesmo comportamento de toda a sua cadeia produtiva, já que essas práticas geram valor para todos e impactam mais pessoas”, ponderou, na conclusão do painel.

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Petrina Santos, gestora ambiental, destacou a necessidade da simplicidade quando o assunto é adoção dos princípios ESG. Já Gabriel Estevam, da Ambipar, citou a economia circular como estratégia de inclusão