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Skaf: “Neste momento o Brasil precisa muito da nossa contribuição”

Presidente do Ciesp e da Fiesp reafirma seu compromisso com as entidades durante reunião de diretoria

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Reunião do Ciesp em 28 de abril, conduzida por Paulo Skaf e com a participação do juiz do TRE André Lemos Jorge. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp 

Durante a reunião das Diretorias Regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) nesta quinta-feira (28/4), Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, relembrou a trajetória da campanha “Não Vou Pagar o Pato” e agradeceu o esforço e o empenho de todos os engajados na causa. 

“Nós fizemos reunião com inúmeras entidades de diversos setores, houve envolvimento de toda a sociedade, orientamos uma força tarefa em cima dos deputados para a votação do impeachment, publicamos um manifesto de 14 páginas nos principais jornais, impactando o Brasil todo, entre tantas outras coisas. E tudo isso sempre foi feito de forma democrática”, disse. 

Skaf comentou sua reunião com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio Jaburu, em Brasília, no último domingo (24/4). “Fomos dar uma contribuição ao país, para que seja feito ajuste fiscal, mas tomando as medidas certas e não aumentando impostos”, enfatizou Skaf. 

Em relação aos comentários sobre um possível convite ao Ministério, Paulo Skaf reafirmou que não houve convite algum e, mesmo que houvesse, não deixaria o compromisso que assumiu com as entidades, até o final de 2017. “Eu assumi um compromisso aqui com a Fiesp, o Ciesp, o Sesi, e o Senai, e se eu for para o Governo terei de me enquadrar a ele, perdendo a liberdade que tenho aqui para lutar por nossas causas. Por isso, não sairei daqui, porque neste momento o Brasil precisa muito da nossa contribuição”, explicou. 

De acordo com Skaf, apenas o impeachment não resolve o problema do país. “O impeachment, neste caso, renova as nossas esperanças, dá uma limpada no horizonte, mas nunca deixa de existir a necessidade das coisas darem realmente certo”. Neste sentido, Skaf afirmou que o pato, símbolo da campanha conta o aumento de impostos, continuará em um possível governo de Temer. “Não adianta vir com aumento de imposto, tem de haver um sacrifício, tem de apertar o cinto. O Governo tem de fazer como fazemos em casa para enquadrar as contas”, falou. 

O juiz do Tribunal Regional Eleitoral André Lemos Jorge foi convidado para participar da reunião de Diretoria do Ciesp e fez um resumo sobre questões das eleições municipais de 2016. Segundo ele, a ideia da Justiça Eleitoral é que ela seja dinâmica para respeitar os princípios democráticos do país. Lemos Jorge também se propôs a falar sobre o assunto nas regionais do Ciesp, ficando à disposição para sanar dúvidas dos empresários.