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Sistema de Logística Reversa de embalagens apresentado atende a micro e pequenas empresas

Apresentação é feita durante assinatura de termo de compromisso estadual sobre o tema

Agência Indusnet Fiesp

Necessária para o licenciamento ambiental, a logística reversa de embalagens é um grande desafio especialmente para micro e pequena empresas. Para ajudá-las a Fiesp e o Ciesp, em parceira com associações e sindicatos, desenvolveu um sistema alternativo, apresentado nesta quarta-feira (23 de maio) durante assinatura de Termo de Compromisso de Logística Reversa de Embalagens em geral.

O Termo foi firmado pela Fiesp e pelo Ciesp, Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e por 18 Associações nacionais e Sindicatos estaduais de alimentos, bebidas, brinquedos entre outros, além da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

No evento, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que São Paulo dá o exemplo em logística reversa de embalagens. “Não adianta ficar reclamando. Temos que enfrentar todos os problemas e resolvê-los.”

José Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, lembrou o papel de Skaf para se chegar à parceria. Desenvolvemos em conjunto uma alternativa para a logística reversa de embalagens, conforme a legislação, explicou. Leva em conta variáveis regionais e a viabilidade para pequenas e microempresas, destacou.

“Não será tarefa fácil. Teremos muitos desafios pela frente”, disse Roriz. É preciso haver incentivos para o desenvolvimento de soluções para o reaproveitamento dos resíduos sólidos produtivos, destacou.

Marco Barbieri, diretor adjunto do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp, deu as boas-vindas ao evento e destacou que a assinatura do termo consolida as diversas iniciativas sobre o tema. “O objetivo comum é melhorar o meio-ambiente.”

Mauricio Brusadin, secretário Estadual do Meio Ambiente, reconheceu o simbolismo da assinatura do termo. “Já repercutiu no país como um todo”, afirmou, revelando ter recebido nos últimos dias ligações de secretários do meio ambiente de outros Estados para falar sobre o tema.

Sairá do papel graças ao empenho do empresariado paulista, encabeçado pela Fiesp, destacou. Defendeu que se elimine a bitributação em material reciclado.

Luigi Longo, coordenador do GIRS, falou sobre Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (GIRS). Geraldo Amaral, diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da Cetesb, disse que a logística reversa pode ser solução para a falta de recursos nos municípios. Destacou o significativo ganho ambiental permitido.

Anicia Pio, gerente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp, apresentou o projeto Renove +, nome por enquanto dado ao sistema de logística reversa de embalagens. Seu objetivo principal, explicou, é estruturar um modelo alternativo para micro e pequenas empresas paulistas, viabilizando o cumprimento das exigências das políticas nacional e estadual de Resíduos Sólidos. Anícia destacou a transparência do sistema.

A proposta é que os 27% de material de embalagens não inseridos hoje na cadeia produtiva passem a ser, com a remuneração devida. Destacou que isso tira do aterro o que é possível reciclar.

Anícia apresentou também o Portal de Resíduos da Fiesp.

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Representantes de entidades que assinaram termo de compromisso de logística reversa de embalagens. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp