Sem ação do BC, crédito continua caro, apesar da queda da Selic

Quem precisa de crédito continua a pagar juros absurdos

Nesta quarta-feira (21 de março), o Banco Central anunciou nova redução da taxa básica de juros, a Selic, que passou a ser de 6,5% ao ano.

Desde outubro de 2016, a Selic caiu 7,75 pontos percentuais, variando de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano. O Brasil deixou de ser o campeão dos juros primários, mas isso não adianta muito para as empresas e as pessoas. Quem precisa de crédito continua a pagar juros absurdos.

No cheque especial, a taxa é de 323% ao ano, e no cartão de crédito, 334%. Isso cria dívidas impagáveis. Quem depositou dez anos atrás R$ 100 na caderneta teria hoje R$ 198,03, enquanto uma dívida no cheque especial de R$ 100 também contraída dez anos atrás representaria hoje R$ 4.394.136,97. Mais de quatro milhões de reais!

Ninguém aguenta mais o peso dos juros. O Banco Central tem que agir para derrubar as taxas e reduzir o custo do crédito no Brasil. Chega de engolir o sapo dos juros mais altos do mundo!!!

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp