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Reforma da Previdência é principal ponto de convergência entre presidente Jair Bolsonaro e indústria

Paulo Skaf reitera alinhamento da indústria com reformas e agenda econômica do governo, em evento realizado na Fiesp

Solange Sólon Borges e Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou, nesta terça-feira (11/6), de evento na Fiesp que reuniu diretores da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), presidentes de sindicatos e empresários de diversos setores, entre eles, tecnologia, comércio e serviços.

Na comitiva do presidente Jair Bolsonaro, o general de Exército Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e Paulo Guedes, ministro da Economia. Para dar as boas-vindas, o Hino Nacional foi executado pelo maestro João Carlos Martins com o Quarteto da Bachiana Filarmônica Sesi-SP.

O presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, agradeceu o respeito que Jair Bolsonaro têm em relação às classes produtivas. “Estamos alinhados com a agenda do governo e do ministro Paulo Guedes e a reforma da Previdência”, pois é uma conta que não fecha, disse. Skaf lembrou que, se aprovada, criará expectativa positiva necessária à economia, irá zerar o déficit primário e promoverá reflexos no longo prazo. O objetivo é criar condições favoráveis para a retomada do crescimento e do consumo, de acordo com Skaf.

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Presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, reitera apoio da indústria à agenda do governo Bolsonaro e reforma da Previdência.

“É correto priorizar a reforma da Previdência. Sua aprovação abrirá portas para o ajuste fiscal, o combate ao desperdício, a modernização do Estado, a desburocratização, e a reforma Tributária”, acrescentou o presidente da Fiesp/Ciesp. Ao frisar que se desenha um novo cenário com a quarta revolução industrial, inteligência artificial, internet das coisas, ou seja, uma agenda de inovação tecnológica, faz-se necessário formar novos profissionais para ocupações que ainda irão surgir com o advento de novos setores.

Estar alinhado com a agenda do governo significa colaborar para que o Brasil retome o seu crescimento, melhore a educação e a segurança pública, além de promover a recuperação da autoestima do brasileiro, dos milhões de desempregados e desalentados do país com a geração de emprego, finalizou o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf.

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Na Fiesp, presidente Jair Bolsonaro é condecorado com Ordem do Mérito Industrial São Paulo.

Jair Bolsonaro foi condecorado com a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, destinada a personalidades e instituições nacionais e estrangeiras dignas do reconhecimento ou da admiração da indústria. Essa comenda no Grau Grã-Cruz, o mais alto, foi concedida a 53 autoridades, entre reis, príncipes, presidentes e primeiros-ministros.

Nova Previdência: não há alternativa

O presidente da República, Jair Bolsonaro, agradeceu a Paulo Skaf pelo convite para o encontro com lideranças empresariais e pela comenda concedida. Bem-humorado, disse “quem dera se cada um de nós pudesse ter um posto desse ao seu lado”, referindo-se ao ministro Paulo Guedes, da Economia. E acrescentou, em seguida, que o presidente da Petrobras vai anunciar a redução de 3% no preço da gasolina. “Nunca teve nem nunca terá qualquer interferência do Executivo na política de preços da Petrobras. Somos a favor do livre mercado”, enfatizou.

De acordo com o presidente, “tudo virá após essa nossa reforma [da Previdência], que é um sinal que estamos dando para dentro e para fora do Brasil. Estamos fazendo o dever de casa. Ninguém vai investir em um país que não está dando certo. Se estou aqui é porque acredito nos senhores, e se estão aqui é porque acreditam no Brasil. Essa é a alternativa”, disse, referindo-se à emergência da aprovação da reforma previdenciária, com a esperança de que isto ocorra nas próximas semanas. E completou: “Eu quero ter a satisfação de dever cumprido, quando chegar ao final de 2022”.

Entre as missões atribuídas ao ministro Paulo Guedes estão a desburocratização e a diminuição dos impostos, “em quantidade e em porcentual também”, brincou o presidente. “Ele não é um superministro, mas um ministro que pode fazer”, disse.

Bolsonaro lembrou aos presentes a trajetória de seus 28 anos de carreira na política. “Egresso do Exército Brasileiro, como capitão, precisei superar as dificuldades junto a número considerável de parlamentares que não tinham qualquer consideração ou respeito com a democracia e com a liberdade”, frisou, reiterando que, de forma independente, decidiu sair de sua zona de conforto para tentar mudar o destino do Brasil, percebendo o potencial desse imenso território. “E, depois de chegar à presidência, começamos a colocar em prática aquilo que havia prometido durante a campanha”, pontuou. E, em outro momento, reiterou “quanto maior a pressão, mais vontade e mais força eu tenho para continuar”. Ao enfatizar a necessidade de mudanças internas, no Parlamento, no Executivo e em parte também no Poder Judiciário, afirmou “eu tenho feito o possível nesse sentido”.

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Na Fiesp, presidente Jair Bolsonaro anuncia redução de 3% no preço da gasolina e a independência da política adotada pela Petrobras

Educação

De acordo com o presidente Bolsonaro, por meio da educação, o Brasil vai encontrar o lugar que ele merece. “Temos boas escolas por aí, mas não é isso que a prova do Pisa aponta”, afirmou, reforçando que no Campo de Marte, em São Paulo, será construído o maior colégio militar do Brasil. “Precisamos desses colégios para começar a mudar. Também precisamos investir em pesquisa, agregar valor a produtos”, citando também a importância do grafeno e do nióbio para o país.

Quanto à política exterior, alegou que é preciso ter “ações de vanguarda para o destino do nosso Brasil e precisamos evitar uma nova Venezuela aqui no Cone-Sul”, fazer o que puder ser feito e não ficar esperando.

Bolsonaro ainda tratou da política ambiental e dos reflexos para o agronegócio, em grande parte, locomotiva da nossa economia, e da necessidade de se investir no turismo para gerar divisas. E reforçou, uma vez mais, em seu discurso, que a escolha de ministros se deu por critérios técnicos, não políticos, o que faz de sua gestão “um governo diferente, com credibilidade. Queremos com isso restabelecer a confiança”, finalizou.

Qualidade na educação, na cultura e no esporte

“O melhor investimento que a indústria faz é investir na educação. Os músicos da Orquestra Bachiana são bolsistas nossos”, disse o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, ao lembrar que, no ano passado, foram atendidos de forma gratuita 2,3 milhões de pessoas que usufruíram de exposições, teatro, música e outras atividades.

No cenário educacional, o foco é a excelência com 200 mil matrículas no Sesi-SP, mais 180 mil de forma conveniada com prefeituras que adotam a metodologia Sesi de Ensino.

Paulo Skaf apresentou ao presidente Bolsonaro a equipe campeã de robótica, do Sesi Birigui (campeã mundial do First Lego League, no Uruguai), que obteve o 1º lugar, competindo com 66 equipes de 22 países.

Além do mais, 180 mil alunos se dedicam à prática esportiva e há 621 atletas de rendimento no Sesi-SP.

“O esporte educa, promove a saúde, a cooperação, a disciplina e a ética”, frisou o presidente da Fiesp/Ciesp, que apresentou a Jair Bolsonaro a atleta Etiene Medeiros, primeira brasileira a conquistar medalha de ouro em Campeonato Mundial de natação, em Doha (2014), atual recordista mundial de 50 metros costa e profissional da indústria desde 2013; Evelyn Oliveira, campeã paralímpica de bocha; e Rafael Hettsheimer, atleta do basquete, campeão paulista em 2018, sul-americano em 2019 e vice-campeão da NBB desta temporada.

Na formação profissional, o Senai-SP registra 800 mil matrículas ao ano em suas 164 escolas fixas e móveis, além de 16 faculdades. Alunos campeões do Senai-SP somam medalhas no World Skills, a olimpíada mundial de educação profissional: 12 de ouro, 17 de prata e 6 de bronze, nas últimas seis edições.

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Presidente Jair Bolsonaro brinca com o atleta do Sesi-SP, Rafael Hettsheimer. Fotos: Everton Amaro e Karim Kahn