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Programa “Meu Novo Mundo” promove a contratação de 400 aprendizes em três meses

Iniciativa da Fiesp e do Ciesp oferece capacitação profissional a jovens com deficiência

Os aprendizes do programa “Meu Novo Mundo”, que prepara pessoas com deficiência para inclusão no mercado de trabalho, estão mudando o dia a dia dos alunos e funcionários das escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), avaliaram nesta terça-feira (5/5) os professores e diretores das instituições.

Durante a primeira reunião com empresários para balanço do programa, iniciado em fevereiro de 2015 pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), os representantes do Sesi-SP e do Senai-SP informaram que foram contratados, até o momento, ao menos 400 aprendizes com deficiência.

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Alexandre Pflug,do Sesi-SP, Sylvio de Barros, da Fiesp, e Ricardo Terra, do Senai-SP, em reunião do “Meu Novo Mundo” na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o diretor do Senai-SP de Taubaté, Fernando Gonçalves, o entusiasmo dos aprendizes com deficiência faz a diferença.

“Eu tenho funcionários que reclamam praticamente de tudo, mas quando se deparam com esses alunos brincando, fazendo dinâmica de grupo, aprendendo mesmo com sua deficiência, aí param de reclamar e começam a interagir com esse público, com o qual tinham distância”.

O diretor explica que, em três meses, o ganho de autonomia desses aprendizes foi surpreendente e hoje conseguem realizar atividades práticas como comprar e pagar sua conta e entregar documentos. “Esse é nosso objetivo: fazer com que eles tenham autonomia para assumir um posto de trabalho na indústria”

O gerente de diversidade e inclusão da Basf, Guilherme Bara, também participou da reunião. Ela lembrou que o programa de inclusão profissional interfere em muitas outras questões ligadas à inclusão e mobilidade.

“Quando a pessoa com deficiência vai ao Sesi-SP e Senai-SP para fazer a capacitação, ela está pressionando para a acessibilidade da calçada, no transporte público. Ela passa a ter seu próprio dinheiro e poder de compra, é respeitada como consumidor. Então a inclusão profissional é o grande catalisador da inclusão social”, afirmou.

Para o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, responsável pela implantação do programa, Sylvio de Barros, o programa pode ser sugerido como política pública em outros estados e municípios.

“O governo talvez possa utilizar nossa experiência para fazer uma política eficaz para deficientes, não forçar uma contratação, mas deixar que eles tenham a própria vida e consigam entrar no mercado de trabalho de maneira eficiente, com a possibilidade de fazer. Eles querem fazer, mas não têm a oportunidade”, afirma.

O programa “Meu Novo Mundo” conta com a adesão de 24 empresas que contratam como aprendizes pessoas com deficiência, participantes de cursos de capacitação do Sesi-SP e Senai-SP.

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp