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Problemas com logística dominam os debates na 8ª edição do Megapolo Cubatão

Realizado na sede da Fiesp/Ciesp nesta quarta-feira (04/12), fórum discute entraves para o desenvolvimento econômico da região da baixada santista

Congestionamentos no acesso ao Porto de Santos e ao Polo Industrial de Cubatão têm dificultado não só o desenvolvimento econômico da região da baixada santista, mas do país já que um terço do comércio exterior brasileiro passa pelo porto, avaliou o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf.

Ele abriu a 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo industrial, organizado na sede das entidades, na capital paulista, com o apoio da Prefeitura de Cubatão.

“A região metropolitana da baixada santista abriga quase 2 milhões de pessoas e tem uma importância tremenda por causa do pré-sal”, afirmou Skaf. “Então é uma região que está com uma carga de oportunidade muito grande, o que é bom por um lado, mas por outro há uma necessidade de prever coisas e tomar providências para não agravar ainda mais os gargalos”, completou.A prefeita de Cubatão, Marcia Rosa, também defendeu como prioritário o debate e a busca de soluções para desafogar os gargalos logísticos na região. “O primeiro problema que precisa ser resolvido é a questão dos gargalos. Uma região travada é uma região impedida de crescimento. Viabilizar o acesso ao porto é fundamental”, defendeu.

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Para Skaf, sem providências gargalos na Baixada podem se agravar. Foto: Everton Amaro

O Polo Industrial de Cubatão ocupa a 19ª posição no ranking estadual de exportações. São 57 empresas dos setores de metalurgia, petroquímica e produção de fertilizantes.

Burocracia

Em seu discurso de abertura do Megapolo Cubatão de 2013, Skaf destacou ainda o excesso de burocracia e afirmou que a quantidade de novas leis “inferniza a vida das pessoas”.

“Se as nossas casas legislativas ficassem um ano sem aprovar lei nenhuma e revisassem as existentes, se a nossa Câmara não aprovasse nenhum projeto, mas revisse toda essa parafernália de leis que infernizam a vida de todo mundo, seria mais fácil”, defendeu Skaf.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, o momento da atividade econômica do país é de “desatar as amarras”.

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Prefeita Marcia Rosa: “Resolver gargalos é prioridade”. Foto Everton Amaro

Segundo ele, “quem está no Poder Público se sente barrado e quem está na iniciativa privada também sente vários entraves. Temos que encontrar uma forma de realmente simplificar”.

Megapolo

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.

“É um espaço de debate em que se tem a representatividade da iniciativa privada e dos governos”, disse a prefeita Marcia Rosa.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp


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