“Política está contaminando os negócios”, diz Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp critica aumento dos juros e tentativa de elevar impostos

Graciliano Toni, Agência Ciesp de Notícias

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, disse nesta sexta-feira (19/6) em Presidente Prudente que os problemas na política brasileira agravam ainda mais a crise econômica. “A política está contaminando os negócios, há falta de credibilidade, há falta de confiança, há falta de crédito”, afirmou.

Skaf criticou as ações do governo, que tenta aumentar os impostos, para acertar suas contas, “porque ele gasta muito mais do que deveria gastar, e o pior é que gasta mal, porque os serviços são ruins”, e continua a elevar a taxa de juros. “Os juros já são altíssimos, o governo está aumentando mais ainda”, disse Skaf. A mistura de fatores negativos tem resultado preocupante, na visão do presidente da Fiesp e do Ciesp. “Estamos nos colocando firmemente contra o aumento de impostos e aumento de juros”, declarou.

Paulo Skaf durante reunião na Diretoria Regional do Ciesp de Presidente Prudente. Ayrton Vignola/Fiesp

Os empresários, disse Skaf, estão lutando para ultrapassar o mais rápido possível o momento que o Brasil vive, “sem crescimento, com desemprego e com dificuldades”. A meta é que haja o “menor prejuízo possível para o emprego, para as indústrias e para o desenvolvimento, mas o momento é bastante delicado e não depende só da indústria”.

Skaf vê na regulamentação da terceirização uma esperança de criação de empregos. “Sem dúvida, se for regulamentada a terceirização, as empresas tendo segurança jurídica e os trabalhadores estando mais protegidos, há uma possibilidade, sim, de aumento do número de empregos pela terceirização”, afirmou. Ele ressaltou que isso será feito sem prejuízo dos trabalhadores diretos hoje empregados. “Existem hoje muitas instituições e muitas empresas que manteriam seus quadros e aumentariam a contratação através da terceirização, buscando especialização, o que não fazem hoje por falta de regulamentação, que expõe a empresa a um problema de segurança jurídica.”