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Parlamentares e empresários discutem políticas públicas e desafios da Indústria 4.0

Encontro realizado nesta quinta-feira (27/6) teve a participação do 2º vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da entidade, José Ricardo Roriz Coelho

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de discutir soluções e oportunidades para a criação de uma Política Industrial 4.0 para o Estado de São Paulo, a 2ª reunião geral da Frente Parlamentar de Empreendedorismo reuniu nesta quinta-feira (27/6), na Fiesp, empresários, deputados estaduais e diretores da Fiesp/Ciesp, com foco na necessidade de ambiente mais favorável ao crescimento, à inovação e competitividade para as micro e pequenas empresas. Na abertura do evento, o diretor titular do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp (Dempi Acelera), Sylvio Gomide, destacou a importância do tema e afirmou que “empresas, centros de pesquisa, universidades e governo devem trabalhar de modo cooperativo, a exemplo do que ocorre no Vale do Silício, com a diferença de que lá o governo é parceiro e propicia ambiente oportuno para a inovação tecnológica”.

Na sequência, o 2º vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da entidade (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, apresentou as ações tomadas pela Fiesp e Senai-SP em relação ao tema e ressaltou a necessidade de entender como as mudanças em curso, impostas pela Quarta Revolução Industrial, afetam o modo de produção e também o consumo. “Temos trabalhado para levar informação aos empresários, porque precisam compreender que a Indústria 4.0 não é uma realidade distante e está acessível a todos. É preciso que mudem a mentalidade, que revisem processos produtivos e invistam na capacitação dos colaboradores. Entendemos também que é necessário coordenar nossos esforços com políticas públicas e que o governo fomente a inovação tecnológica”, pontuou.

Roriz lembrou que a Fiesp promoveu o I Congresso da Indústria 4.0 em 2017, que terá segunda edição em setembro deste ano, e que, em parceria com o Senai-SP, vem capacitando empresários e oferecendo serviços de consultoria, por meio dos programas Brasil Mais Competitivo e Indústria Paulista Mais Competitiva. A Fiesp, por meio do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp, realiza a interface com startups.

Presente ao encontro, o diretor regional do Senai-SP, Ricardo Terra, abordou as ações desenvolvidas e destacou a Escola Senai Armando de Arruda Pereira, de São Caetano do Sul, na qual está instalado o Demonstrador da Indústria 4.0. A melhor forma de aprender é na prática. Além da escola de São Caetano, onde foi montada estrutura que simula exatamente a planta de uma Indústria 4.0, o Senai-SP também tem no mesmo local um UpLab, espaço colaborativo com as empresas e tem uma escola móvel de Indústria 4.0, que pode rodar por todo o Estado de São Paulo.

Sobre o programa Indústria Paulista Mais Competitiva, Terra afirmou que sem custos adicionais, a consultoria prestada pelo Senai-SP é capaz de elevar a produtividade com ganhos na ordem de 40%. “Isso é possível por meio da revisão dos processos de produção e da eficiência energética. Mas cada caso é um caso e a evolução para o conceito de Indústria 4.0 deve ser personalizado para ser eficaz”, afirmou.

O diretor do Projeto 4.0 da Cecil Soluções em Ligas de Cobre, Guido Ganassali, corroborou as palavras do prof. Ricardo Terra e explicou como a consultoria ajudou a empresa a avançar e introduzir os conceitos da Quarta Revolução Industrial em seus processos. “A mudança inclui não apenas a revisão de processos, mas a forma de pensar, com olhar estratégico, o gerenciamento e a capacitação de pessoas para o que o Senai-SP está muito bem preparado”, afirmou o representante da indústria, que criticou duramente os bancos. “Existem boas políticas de fomento, mas tudo se torna muito difícil quando vamos atrás do crédito. O apetite dos bancos restringe o avanço dos projetos. Sem risco não há inovação, nem expansão e nem crescimento”,completou.

O presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual Itamar Borges, agradeceu pelo engajamento dos setores industriais e afirmou que várias medidas vêm sendo realizadas no âmbito governamental e que “a aproximação com os setores produtivos contribuirá muito para se obter o salto tecnológico que precisamos. Precisamos inserir as empresas na Era da Modernidade. Se o desafio é grande, precisamos pensar grande e unir esforços”, completou.

O encontro ainda contou com a participação do diretor titular do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp, Sylvio Gomide, da coordenadora do Núcleo de Pequenas Empresas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Mari Katayama, e do especialista em implantações de negócios online da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo – Fecomércio.

Foi constituído Grupo de Trabalho, coordenado pela Fiesp, com o objetivo de formular uma política estadual de inovação de quarta geração, denominado Industria 4. 0. O trabalho envolverá técnicos, lideranças empresariais, agências de fomento, universidades, instituições de pesquisa, investidores e empreendedores em colaboração entre governo e iniciativa privada.

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O presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual Itamar Borges, participou do encontro e tratou das medidas que vêm sendo realizadas no âmbito governamental para que o setor produtivo dê o necessário salto tecnológico. Foto: Karim Kahn/Fiesp