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Parceria Ciesp e Fapesp quer expandir atuação do PIPE para o interior do Estado

Objetivo é promover Programa Fapesp de Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa nas cidades onde há poucos projetos contemplados

O Ciesp e a Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – planejam expandir a parceria firmada em 2012 para promover o Programa FAPESP de Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa (PIPE). A ideia é levar o programa a municípios que ainda não têm quantidade significativa de empresas contempladas pela iniciativa. Desde que foi criado, em 1997, a Fundação já desembolsou mais de R$ 180 milhões para apoiar mais de mil projetos de inovação tecnológica realizados por empresas com até 250 empregados. Atualmente, a maior parte das demandas do PIPE vem de apenas cinco cidades: São Paulo, São Carlos, Campinas, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.

“O programa ainda está concentrado em algumas cidades do Estado”, observou Sérgio Robles Reis de Queiróz, professor da Unicamp, no evento “Diálogo sobre a inovação na pequena empresa”, realizado pela Fapesp e o Ciesp no dia 11 de junho, na sede Fundação. O encontro reuniu empresas participantes do 3º ciclo de análise de novas propostas. Elas têm até 26 de julho para inscrever seus projetos de pesquisa inovativa. Até R$ 15 milhões poderão ser desembolsados para apoio àquelas que forem selecionadas. No total, são oferecidos 4 ciclos de propostas durante o ano.

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Queiroz: “apoio do Ciesp é fundamental na identificação de empresas com potencial para participar do PIPE”. Foto: Helcio Nagamine

PIPE no Interior
A Fapesp aposta na capilaridade do Ciesp, no interior paulista,  para fomentar  o PIPE nas 42 Diretorias Regionais da entidade industrial e ajudar a esclarecer dúvidas de empresas locais interessadas em apresentar projetos para as chamadas de propostas do programa. “A expansão da parceria vai ser importante, também, para fomentar o programa junto aos associados ao Ciesp”, frisou Queiróz, que é membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da Fundação.

Ação da Indústria
O Ciesp, em parceria com a Fiesp, o Senai-SP e a USP, desenvolve outros projetos na área de inovação, como: o NAGI PG, dedicado à capacitação de 400 empresas da cadeia de petróleo e gás; o Programa de Extensão Tecnológica, que já atende a 240 empresas; e o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Inovação nas Empresas, ministrado pela Agência USP de Inovação Tecnológica, que deverá beneficiar 500 empresas por meio de ensino a distância.

“Nossa intenção também é apresentar, durante esses eventos, os demais mecanismos de apoio à inovação nas empresas, como o programa PIPE”, sublinhou Airton Caetano, diretor de Tecnologia do Ciesp.

Na avaliação do diretor, o programa PIPE é uma ferramenta de aproximação das empresas com as universidades e instituições de pesquisa. “Uma vez que os consultores que participam do desenvolvimento dos projetos de inovação tecnológica são em grande parte professores universitários.” Nesse sentido, reiterou Caetano, o PIPE é um dos melhores mecanismos para promover aproximação de empresas com o meio acadêmico e instituições de pesquisa, que é algo ainda bastante difícil de ser feito no Brasil.

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Caetano, do Ciesp: “PIPE é dos dos melhores mecanismos de aproximação entre empresa e universidade”. Foto: Helcio Nagamine

“O programa permite que as empresas apresentem suas propostas em várias ocasiões durante o ano e desenvolvam projetos de forma contínua em médio e longo prazo”, completou.

Chamada aberta
O programa está com chamada de propostas aberta para o 3º Ciclo de Análise de 2013.


As propostas de financiamento devem conter projetos de pesquisa que podem ser desenvolvidos em duas etapas:

  • Fase 1 – demonstração da viabilidade tecnológica de um produto ou processo, com duração máxima de nove meses e recursos de até R$ 200 mil.
  • Fase 2 – desenvolvimento do produto ou processo inovador, com duração máxima de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão.


Podem apresentar propostas na chamada:

  • pesquisadores vinculados a empresas de pequeno porte (com até 250 empregados) com unidade de pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo.
  • O pesquisador proponente deverá demonstrar conhecimento e competência técnica no tema do projeto, mas não é exigido nenhum título formal (seja de graduação ou pós-graduação).

A empresa deverá comprometer-se a oferecer condições adequadas para o desenvolvimento do projeto de pesquisa durante o período de sua execução e em envidar os melhores esforços para a comercialização bem sucedida dos resultados.

A Fapesp divulgará o resultado (aprovação ou não) enviando a cada proponente os pareceres técnicos dos avaliadores. Os pareceres podem ser úteis para o aperfeiçoamento da proposta, seja ela aprovada ou não. Em caso de não aprovação, o proponente poderá aperfeiçoar a proposta corrigindo as falhas apontadas e submeter nova solicitação em edital subsequente.

Mais informações sobre a chamada e o manual completo para submissão de propostas estão disponíveis em http://www.fapesp.br/pipe

Odair Souza, Agência Ciesp de Notícias

*Com informações de Elton Alisson, Agência Fapesp