Artigo: Os caminhos para uma indústria sustentável, inclusiva e inovadora

Por Vitor Gonçalo Seravalli*

No momento atual, há vários argumentos e justificativas para que as indústrias reduzam drasticamente a sua prioridade para as questões relacionadas ao longo prazo.

Afinal, as crises política e econômica, que se arrastam há bastante tempo, impactam as empresas em várias perspectivas e exigem das mesmas um foco total em sua sobrevivência, o que se traduz na adoção de estratégias com alcance de curto prazo.

Com isso, tudo na vida destas indústrias é, simultaneamente, urgente e importante.

Uma rara boa notícia é podermos identificar empresas que já colocam a sustentabilidade integrada e como peça chave de suas estratégias de negócio, que ampliam seu olhar para as oportunidades conectadas aos três pilares: social, ambiental e econômico com foco em diferenciais competitivos, que seus concorrentes, para o bem delas, ainda não conseguem perceber.

Não, não é verdade que o problema esteja resolvido definitivamente para estas empresas. Somente quem atua no mercado sabe das dificuldades que os desafios diários e as constantes turbulências trazem. Contudo, qualquer força positiva que possa tornar estas organizações menos vulneráveis e mais competitivas, será sempre bem-vinda.

Neste contexto, é promissora a existência de um compromisso assumido em âmbito global para a construção de um genuíno desenvolvimento sustentável. É motivador saber que este acordo se materializa em uma agenda ampla e abrangente, em um claro plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade.

São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que pavimentam o caminho para o futuro, cuja construção, todos os setores da sociedade podem e devem contribuir.

Como não poderia deixar de ser, as indústrias das mais diversas dimensões e segmentos de mercado, inclusive as pequenas e médias empresas, possuem potencial de atuação em praticamente todos os objetivos, mas um deles, o ODS 9, é praticamente exclusivo para elas.

“Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação” – Este objetivo significa a criação de uma base sólida e diversa para apoiar o desenvolvimento econômico, para manter o bem-estar social e para viabilizar tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos.

Seu desmembramento em 8 metas considera a alta complexidade do ambiente industrial em suas cadeias de valor e possibilita o desenvolvimento de iniciativas e projetos nas mais diferentes áreas e nos mais distintos negócios, em um espaço onde a pesquisa e a inovação tecnológica são consideradas alavancas para a necessária mudança que precisamos concretizar até o ano de 2030.

Enfim, é absolutamente necessário que todos nós conheçamos esta agenda, mas é fundamental que a coloquemos em prática.

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*Vitor é diretor de Responsabilidade Social do CIESP e especialista em Sustentabilidade Empresarial.

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.