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No II Seminário da Micro e Pequena Indústria, diretor da Fiesp defende aumento do teto do Simples

Texto-base do projeto que eleva receita anual máxima para R$ 7,2 mi em 2017 passou na Câmara dos Deputados em setembro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O aumento do teto de faturamento do Simples Nacional, de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões em 2017, precisa ser aprovado no Congresso ainda este ano, defendeu nesta terça-feira (13) o diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bogus.

“Vamos pressionar para a votação final ainda este ano”, disse Bogus ao se referir ao texto-base do projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro.

Durante a abertura do II Seminário da Micro e Pequena Indústria, Bogus reiterou que este segmento da economia consegue superar crises com mais agilidade.

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O diretor do Dempi, da Fiesp, Milton Bogus, no II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“São as micro e pequenas que demitem menos. Enquanto elas fecharam 82 mil postos de trabalho este ano, as demais empresas fecharam mais de 200 mil postos”, disse.

Ele também acrescentou que, se houver uma estabilização do patamar cambial, a redução das importações pode favorecer a venda de componentes nacionais fabricados pelas micro e pequenas indústrias.

“Podemos encarar este momento como uma nova oportunidade, pois é possível prosperar na crise”, disse, em alusão ao tema do evento.

Nesta terça-feira, empresários de micro e pequeno porte devem discutir a importância do plano, da estratégia e das ações de marketing para superar a má fase da economia brasileira.

Inovação

Segundo o presidente da agência paulista de fomento à pequena e média empresa, a Desenvolve-SP, Milton Luis de Melo Santos, houve um aumento do número de empresas de pequeno porte que recorrem a agência de fomento de São Paulo para financiar projeto de inovação em seus processos e produtos.

“Nesse sentido, cresce de forma consistente o volume de financiamento e investimento em empresas de pequeno porte que têm apresentado soluções inovadoras em seus processos produtivos”.

O deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, também participou da abertura do seminário.

Sofrimento opcional

A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, apresentou as mesas de debates do seminário, do qual ela é curadora.

Especialista em inovação e marketing, Martha Gabriel relembrou a máxima budista em sua apresentação para incentivar os empresários de micro e pequeno porte a superarem a crise: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”.

Ela ressaltou ainda que a plano de marketing, tema principal do seminário desta terça-feira, é o principal instrumento para o empresário.

“Normalmente a gente planeja porque temos um problema para resolver ou um objetivo de crescer. E a gente faz plano o tempo todo. É um plano para vender um produto que daqui um ano estará à venda, mas, para o qual, vamos fazer um outro plano para corrigir algo ou para aumentar as vendas.”

Martha também destacou que a resiliência é uma importante característica que, infelizmente, está em falta nas empresas. “Isso não é algo que as empresas aprenderam a ter, que é permanecer, ter um problema, mas resolver. Ter confiança de que aos poucos vai acertando o caminho”.

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A autora do best-seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel, curadora do II Seminário da Micro e Pequena Indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp