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No ConstruBusiness, vice-presidente Mourão aceita sugestão da Fiesp: grupo de trabalho para retomar obras paradas

Com o objetivo de retomar obras paralisadas e também impulsionar o desenvolvimento do país, o vice-presidente Mourão concordou com sugestão feita pela indústria paulista

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Na abertura do 13º Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness), o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que o setor é um dos motores do desenvolvimento do país e acrescentou o fato de o governo estar comprometido com a criação de ambiente mais favorável para os negócios. “Sabemos que empreender é um desafio, mas temos trabalhado para retirar o peso das costas de quem investe e produz neste país, que são vocês, os que conhecem tão bem as dificuldades oriundas de ambiente burocrático e com baixo dinamismo econômico”, enfatizou.

Mourão foi precedido em sua fala pelo presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, que cumprimentou as lideranças empresariais, o vice-presidente e demais representantes do governo presentes à solenidade nesta segunda-feira (2/12), no Teatro do Sesi-SP. Skaf agradeceu a presença do vice-presidente ao prestigiar esse importante evento do setor da construção civil: “o governo [federal] herdou um problema, mas que também representa grande oportunidade. Esse governo é correto, tem enfrentado e realizado avanços importantes e age de forma corajosa para resolver os problemas que atrapalham o desenvolvimento do Brasil”. O presidente da Fiesp reforçou a necessidade de se dar continuidade às reformas estruturais do país, além de resolver as obras paradas e essenciais para São Paulo, como estações do Metrô e monotrilhos.

A proposta de criação de um grupo de trabalho para que o governo analise a viabilidade de retomada e finalização de obras paradas, tema do estudo técnico apresentado durante o ConstruBusiness, foi aceita pelo general Mourão. Ele afirmou que formará o grupo com o compromisso do governo fazer todo o possível para atender à solicitação. “Precisamos trazer o parceiro privado para compor esforços com o setor público. A solução dos problemas passa pelas parcerias. E o ambiente já começou a mudar. Temos a menor taxa de inflação desde 1998. Esperamos criar mais de 4 milhões de empregos nos próximos três anos e estamos ajustando as contas públicas e restabelecendo a confiança a fim de que o investidor venha para cá e possamos retomar o crescimento”, contextualizou o vice-presidente.

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Indústria paulista e governo federal terão grupo de trabalho a fim de verificar viabilidade e retomada de obras paradas. Vice-presidente Mourão aceitou o desafio proposto pela indústria paulista. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O diretor do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), Carlos Eduardo Auricchio, propôs ações da indústria durante a abertura do evento e apresentou dados estatísticos e os impactos da paralisação de obras na economia. Foi anunciado o lançamento de um site de monitoramento, o portal Radar Brasil, Monitoramento de Obras Públicas, contendo análise periódica de investimentos por setor e cases específicos de grandes obras emblemáticas. O portal (radarbrasil.fiesp.com.br) também informa a evolução física e financeira de empreendimentos em diversas áreas, a partir de dados oficiais abertos ao público.

O presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), José Carlos de Oliveira Lima, lembrou que as entidades que representam a indústria também criaram, por meio do Senai-SP, o curso on-line gratuito Desvendando o BIM, com o objetivo de apresentar a metodologia BIM (Modelo da Informação da Construção), sua influência, requisitos e benefícios para a cadeia de construção civil, que pode ser consultado neste link.