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NJE abre 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo do Ciesp

Primeiras palestras focaram temas importantes para novos empreendedores, como superar a impossibilidade e aproveitar as oportunidades do mercado

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Com garrafas pet, a “orquestra” de Guilhermo Santiago mostra como superar o impossível ao tocar Bolero de Ravel e a 9ª Sinfonia de Beethoven Fotos Everton Amaro

Começou nesta quinta-feira (04/09), em Santo André, o 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Na abertura, realizada no Salão Nobre do Clube Atlético Aramaçan,  350 participantes  acompanharam a palestra “A Arte da inPOSSIBILIDADE” e interagiram com o consultor Guilhermo Santiago. O tema foi abordado com ênfase na “Atenção; concentração; foco; comprometimento”. Ainda na primeira parte dos trabalhos, o professor de empreendedorismo da Business School, em Madri, Peter Briant falou sobre “visões empreendedoras: desafios e oportunidades”.

O palestrante mostrou como é possível superar o impossível ao formar cinco grupos entre os participantes e reger uma orquestra de garrafas de água pet, tendo como músicos a própria plateia. Sob sua regência, os “músicos” tocaram os clássicos, Bolero de Ravel e a 9ª Sinfonia de Beethoven. “É algo que parece impossível, quando tomo atitude e busco esse recurso dentro de mim”, disse o “maestro”.

Santiago conta que se inspirou na palavra “tupi”, da tribo indígena tupi, com a qual conviveu durante dois anos. “Eles acreditam que o nosso corpo é uma flauta e que, cada vez que a gente fala, essa flauta é tocada. Por isso, resolvi traduzir a arte da impossibilidade para o mundo corporativo e também na nossa ‘comum unidade, de forma que cada um pudesse soar a ‘flauta’ da melhor forma possível e vencer o impossível.”

Para o diretor titular adjunto do NJE, Kinji Yamamoto, o empreendedor precisa acreditar e insistir em seu projeto, mas também deve estar preparado para atender as demandas do mercado. Além disso, de acordo com ele, é importante que exista uma conexão do empreendedor com o seu cliente: “Estar conectado com o cliente é uma das partes práticas dos negócios. Às vezes, o empreendedor fica muito focado em seu projeto e acaba esquecendo de seu cliente, que deveria estar sempre próximo”, comentou Yamamoto.

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Bryant: “Empreendedor deve ficar atento às oportunidades e nas necessidades do cliente”. Foto: Everton Amaro

Na sequência, o professor Peter Bryant, falou sobre “visões empreendedoras: desafios e oportunidades”. Para o palestrante, é por meio da observação do futuro que tudo se torna mais possível e mais presente.  “A visão do futuro nos permite escolher o que queremos adiante. Com certeza, neste auditório, essa visão é a que todos pretendem ser um dia; empreendedores”.

Oportunidades
Para o professor da Business School, os novos empreendedores precisam focar nas oportunidades e no conceito de startups. “O empreendedor deve estar sempre focado no que o cliente precisa e o que deve ser feito para atendê-lo.” Para isso, Bryant recomenda que empreendedor observe premissas, como: trabalho; liberdade para se tornar líder; inovar para mudar o mercado, ter visão de empresa com proporções globais; causar impacto no mundo por meio do empreendedorismo social; e o equilíbrio entre a vida e o trabalho.

Segundo Felipe Pioli, coordenador do NJE de Santo André, apesar das dificuldades encontradas ao ser empreendedor no Brasil, aqueles que têm o espírito de empreendedorismo não desistem fácil e assumem grandes responsabilidades. “Lidar com todo o risco de um negócio é característica do empreendedor, que passa por cima das dificuldades e segue em frente”, afirmou Pioli.

O 11º Congresso de Empreendedorismo continua nesta sexta-feira, em Santo André.

Agência Ciesp de Notícias