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Indústrias podem fazer melhor uso da energia. Saiba como

O programa Bônus Motor incentiva a troca de motores elétricos usados por novos, mais modernos e eficientes

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

A energia é um dos custos mais altos em uma indústria, que pode ser ainda maior quando não é eficiente. Diante deste fato, o Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp promoveu, nesta quinta, 25/3, webinar para discutir sobre o programa de eficiência energética Bônus Motor, uma alternativa econômica e ecológica,  apresentada por especialistas no tema.

O Bônus Motor é um Programa de Eficiência Energética (PEE) para indústrias, desenvolvido pela CPFL Energia, em parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e operado pela WEG, uma das maiores fabricantes de motor do Brasil. “Uma oportunidade para algumas indústrias que pretendem fazer um programa de eficiência energética e troca de motor”, destaca Gustavo Borges, gerente do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, que abriu o webinar.

Cristian Sippel, engenheiro de eficiência energética sênior, na CPFL Energia, fala em oportunidade diante da atualidade. “Estamos num momento ímpar para falar sobre eficiência energética, pois, nos tempos de hoje, as indústrias estão passando por dificuldades e restrição de mercado, então todas as ações que tenham o intuito de ajudar na redução de custos da empresa, são muito importantes”, pontua.

O  programa, instituído pela Lei 9.991/2000, regulamentada pela Aneel, trabalha com a relação custo-benefício. Segundo Sippel, toda empresa de distribuição do setor elétrico tem a obrigação de investir 0,5% do seu lucro em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de eficiência energética (EE), sendo que 0,1% segue para o fundo nacional de EE da Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e investe-se 0,4% em projetos de EE, no qual o Bônus Motor está inserido.

Gustavo Godoy, analista de eficiência energética da WEG, informa que o Bônus Motor atua na maior parte do estado de São Paulo, em três concessões da CPFL, e em boa parte do Rio Grande do Sul pela Rio Grande Energia (RGE) . “O programa, que visa a troca de motores antigos por novos, que não precisa ser da WEG, funciona de maneira simples e ágil para que as indústrias paulistas e gaúchas não precisem de intermediários. A regra considera o motor antigo quando fabricado antes de 2010, sendo ele menos confiável por causar mais problemas recorrentes e dispêndio de manutenção”, explica.

Para saber mais sobre o programa de eficiência energética e como funciona a troca de motores elétricos usados por novos, mais modernos e eficientes, assim como as vantagens da implementação desse tipo de projeto na indústria, assista ao webinar neste link.

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