Indústria paulista fecha 3.500 postos de trabalho em maio, apontam Ciesp e Fiesp

Resultado negativo para o mês é o primeiro depois de quatro altas consecutivas

Agência Indusnet Fiesp

Após quatro meses seguidos de geração de emprego, a indústria paulista encerrou maio com o fechamento de 3.500 postos de trabalho, queda de -0,16% frente a abril na série sem ajuste sazonal. Porém no acumulado do ano o saldo ainda segue positivo, com 28.500 vagas (+1,33%). Com o ajuste sazonal, o resultado para o mês também ficou negativo, (-0,27%). Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta sexta-feira (15 de junho) pela Fiesp e pelo Ciesp.

De acordo com o presidente em exercício da Fiesp e do CIesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado é preocupante e vem para confirmar um desempenho ruim para a geração de emprego na indústria paulista. “Estamos diante de um cenário político e econômico de incertezas. Temos problemas no câmbio, as empresas têm dificuldade de acesso ao capital de giro, e a taxa de crescimento do PIB será menor, o que reflete no emprego. É preocupante. O ano de 2017 foi ruim e tínhamos a perspectiva de um 2018 ótimo, o que não está acontecendo. Diante deste cenário, nossa perspectiva para o fechamento do ano é de emprego negativo”, avalia Roriz.

Confira o boletim de áudio dessa notícia:

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de maio, 8 ficaram positivos, 6, estáveis e 8, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 859 postos de trabalho, seguido por produtos diversos (+700) e produtos de minerais não metálicos (+401).

No campo negativo ficaram, principalmente, couro e calçados (-1.728), informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1.279) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1.234).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa em -0,16% no Estado de São Paulo, -0,12% na Grande São Paulo e -0,19% no Interior paulista.

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 15 que apontaram altas, destaque por conta de Araçatuba (1,04%), influenciada pelo setor de coque, petróleo e biocombustíveis (6,22%) e produtos alimentícios (1,15%); Limeira (0,96%), por produtos alimentícios (15,14%) e produtos de minerais não metálicos (3,67%) e Indaiatuba (0,79%), por produtos alimentícios (6,91%) e produtos de borracha e plástico (0,65%).

Já das 15 negativas, destaque para Jaú (-6,38%), por artefatos de couro e calçados (-34,56%) e móveis (-2,68%); Franca (-3,21%), por artefatos de couro e calçados (-6,29%) e produtos de borracha e plástico (-1,77%); Santos (-1,46%), influenciado por impressão e reprodução de gravações (-6,87%) e produtos de metal (-2,68%).