Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,7% em janeiro

Apesar de queda no mês, pesquisa Sensor registra 50,6 pontos e indica otimismo para fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou queda de 0,7% em janeiro, na série livre de influências sazonais, após apresentar um avanço de 3,6% em dezembro. No acumulado em 12 meses até janeiro, o indicador recuou 8,3%. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em janeiro, a variável total de vendas reais (-1,3%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo do INA no primeiro mês do ano. As horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 0,8% e 0,3p.p. respectivamente.

“Os dados de janeiro não anulam o saldo de dezembro. É natural que se passe por uma situação de alta e baixa. Temos uma tendência de lenta recuperação para o primeiro semestre, com essa melhora sendo acentuada a partir do segundo semestre”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 11 apresentaram variação positiva e 7 negativas no mês. O de artigos de borracha e plástico sofreu queda de 0,5%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,4%, vendas reais caíram 0,1% e o NUCI cedeu 1,1p.p.

O INA do setor têxtil apresentou resultado positivo de 1,3%, com ajuste sazonal. O total de horas trabalhadas na produção e NUCI tiveram alta de 2,4% e 0,3p.p. respectivamente, enquanto que o total de vendas reais recuou 2,2%.

Variação positiva também é vista no segmento de metalurgia básica, que subiu 0,8% em janeiro, também com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência da variável das horas trabalhadas na produção (+1,3%). O NUCI permaneceu estável e o total de vendas reais recuou 5,2%.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de fevereiro ficou em 50,6 pontos, ante os 49,0 pontos de janeiro. O resultado acima da casa dos 50 pontos é o primeiro apresentado depois de uma sequência de 3 anos no patamar inferior a esse dado, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam aumento da atividade industrial para o mês.

O resultado do Sensor teve a influência do indicador de emprego, que passou dos 49,4 pontos em janeiro para os atuais 51,9 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas também teve crescimento na pontuação, passando de 51,3 pontos para 55,2 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos, ante os 52,5 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. “A expectativa de um ciclo de redução mais intenso da taxa básica de juros (Selic) vai beneficiar o desempenho da indústria”, aponta Francini.

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