Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,5% em fevereiro

Na contramão, pesquisa Sensor segue acima dos 50,0 pontos pelo segundo mês consecutivo

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou em fevereiro queda de 0,5%, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2016 (ano bissexto), o indicador contraiu 5,1%, resultado influenciado pelo menor número de dias úteis deste ano. Em janeiro, o dado havia também ficado no negativo, mas com a revisão passou de -0,7% para alta de 0,1%. Já no acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador recuou 7,8%, na série sem ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de março) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em fevereiro. A exemplo dos outros meses, a variável total de vendas reais (-0,8%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo de fevereiro, seguida por horas trabalhadas na produção e pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuaram 0,5% e 0,5p.p., respectivamente.

“Os dados de fevereiro não anulam os saldos de dezembro e janeiro, que apresentaram altas de 3,5% e 0,1%, respectivamente. Porém, a recuperação ainda será lenta, gradual e turbulenta. Não devemos nos surpreender com solavancos”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 7 apresentaram resultado positivo em fevereiro. Destaque para o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que apresentou variação positiva (1,9%) para o mês, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção subiram 6,6%, vendas reais caíram 1,6% e o NUCI cedeu 0,2p.p.

O INA de móveis sofreu queda de 2,8%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 2,9%, vendas reais caíram 3,5% e o NUCI manteve-se estável (0,1p.p.). Já nos produtos químicos, a queda foi de 4,2%. O total de horas trabalhadas na produção, total de vendas reais e NUCI tiveram queda de 1,4%, 4,4% e 2,8p.p., respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março se manteve acima de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo: 50,5 pontos, ante os 50,6 pontos de fevereiro, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o emprego se destacou, registrando o maior nível desde novembro de 2010: 53,7 pontos, com avanço de 1,3 ante os 52,4 de fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas apresentou queda de 5,7 na pontuação, passando de 55,0 pontos para 49,3 pontos. Já o indicador de mercado passou para 52,9 pontos, ante os 51,7 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.