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Indicador de Nível de Atividade da Indústria cai 0,6% em julho

Queda acumulada do INA de janeiro a julho foi de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,6% em julho, na comparação com o mês anterior (com ajuste sazonal). Nos últimos sete meses, a retração acumulada ficou em 9,9%, em relação ao mesmo período de 2015.

Os dados são de pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta terça-feira (30/8).

O diretor do Depecon, Paulo Francini, prefere não falar em otimismo com o atual cenário, mas em melhora, com uma certa dúvida, por falta de sinais claros de retomada na economia brasileira. “Não há vitalidade para chegarmos no fundo do poço e subir com força e vigor. O que vemos é a possibilidade de um futuro breve mais para a estabilidade do que para o crescimento”, afirma.

A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6,4%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014

Setores

Em julho, o INA se destacou negativamente em três setores industriais. Alimentos teve queda de 1,4% em comparação com o mês de junho, na série já dessazonalizada. No Total de Vendas Reais a retração foi de 8,7%, enquanto as Horas Trabalhadas na Produção caíram 0,2%. O NUCI, por sua vez, se expandiu 0,5 p.p.

A retração do setor de químicos foi de 1,6%, na comparação com junho, descontada a sazonalidade. O resultado foi influenciado, principalmente, pelas quedas de 8,4% da variável Total de Vendas Reais e de 0,6 p.p. do NUCI, mas a variável Horas Trabalhadas na Produção registrou leve alta, de 0,2%.

O setor de borracha e material plástico, que são insumos, em especial, para a cadeia automobilística, mais uma vez apresentou retração. Desta vez, a queda do INA foi de 1,5% em julho, na comparação com o mês anterior, sem os efeitos sazonais. A queda das Horas Trabalhadas na Produção foi de 2,8%, e o NUCI registrou a contração de 0,3 p.p.. A variável Total de Vendas Reais, por sua vez, cresceu 2,8%.

Sensor

A pesquisa Sensor de agosto fechou em 49,1 pontos, sem influências sazonais, com avanço em relação a julho, quando atingiu 48,7 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos, sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

Dos cinco indicadores analisados, três registraram aumento de pontos, e dois mostraram estabilidade. No Emprego, houve avanço, de 47,0 para 48,2 pontos no mês. O número, abaixo dos 50,0 pontos, ainda indica a expectativa de demissões. Registrou avanço também a variável Mercado, que foi de 46,6 para 47,7 pontos no mês, ainda abaixo do nível de 50,0 pontos. E, por fim, a variável Vendas, que subiu de 47,3 para 50,0 pontos, indica estabilidade para as vendas nos mercados interno e externo em agosto.