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Gastança do Governo desperdiça suor da testa dos brasileiros, afirma Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp vai a Brasília para lutar contra a volta da CPMF e cortes nos recursos do Sesi e do Senai

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, está em Brasília nesta quarta-feira (16/9) para lutar contra os aumentos de impostos pretendidos pelo Governo e contra cortes nos recursos do chamado Sistema S, que inclui o Sesi e o Senai.

“Estou aqui para fazer de tudo – e faremos de tudo ao longo dos próximos dias – para não permitir em hipótese nenhuma que seja aprovada a CPMF ou qualquer encargo, qualquer imposto, qualquer taxa em cima da sociedade brasileira, que já paga muito e tem muito pouco retorno na qualidade dos serviços”, disse Skaf depois de se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo Skaf, Renan e Cunha estão conscientes de que o momento não é de aumento de impostos. “Tenho certeza que a maioria dos senadores e deputados estão conscientes que não é momento de aumentar impostos. É momento de reduzir gasto público, é momento de diminuir o tamanho do Estado Brasileiro.”

Skaf considera que “o Brasil não comporta o tamanho do Estado brasileiro”. “Não tem jeito. Ou diminui o tamanho do Estado brasileiro ou vai vir crise em cima de crise”, afirmou, lembrando que não é o Governo que constrói o país. “É o povo, é o suor de cada um dos brasileiros. Do conjunto do suor na testa de toda a população sai o sucesso do país. Esse suor da testa de todos os brasileiros é desperdiçado com a gastança do Governo. Então precisa acabar com a gastança, e não aumentar a mesada para ter mais gastança.”

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Paulo Skaf em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Só que o Governo continua resistindo a fazer aquilo que precisa ser feito, “que é reduzir seus gastos, seus desperdícios, melhorar sua gestão”, analisa Skaf. “Era isso que a sociedade esperava ouvir no anúncio dos ministros. Medidas concretas de eficiência, de combate à corrupção, de busca de melhor gestão pública, e redução de gastos. Em vez disso, o que o governo tenta é aumentar os impostos, querendo que a sociedade pague o pato mais uma vez. E a sociedade não está a fim de pagar o pato mais uma vez.”

Coragem só para gastar

Skaf critica o Governo por insistir na tentativa de aumentar impostos. “Por que o governo é tão corajoso para encaminhar mudanças constitucionais e mudanças de lei para criar impostos e é covarde para encaminhar mudanças de lei para reduzir suas despesas?” Skaf cobra a mesma disposição para eliminar gastos. “Se precisar de mudança constitucional, que faça também. Por que não se discute redução temporária de despesas, em vez do discurso ser “impostos temporários”, como que de uma forma quase que cínica os governos falam? Ninguém acredita em imposto temporário; imposto vem e fica – por isso que nós chegamos a uma arrecadação este ano de R$ 2 trilhões.”

Sesi e Senai

Skaf protestou contra a ideia de confiscar recursos do Sistema S, que inclui Sesi e Senai. “Agora se tenta tirar recursos do Sesi e do Senai, que significam educação de qualidade”. Referindo-se ao torneio mundial de ensino profissionalizante WorldSkills São Paulo 2015, Skaf lembrou que graças ao Senai o Brasil ficou em primeiro lugar do mundo, entre 59 países.

“Quem forma mão de obra no Brasil é o Senai. Vai tirar dinheiro da educação de qualidade – e de forma inconstitucional. Ouvi dizer que seria por MP, que não pode mudar a Constituição.” Na análise de Skaf, “o Governo está perdido. Está caçando… A ideia que alguém tem de manhã, eles escrevem à tarde e anunciam no dia seguinte. Aí alguém pressiona, e muda…”

Deu como exemplo a CPMF, cuja volta foi sugerida como fonte de recursos para a Saúde. Lançou-se um balão de ensaio, depois o Governo recuou. “Passados alguns dias, volta ideia da volta da CPMF, só que desta vez para cobrir o rombo da Previdência.”

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foto: Junior Ruiz/Fiesp