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Ex-presidente Michel Temer pontua avanços em seu governo: controle inflacionário e modernização trabalhista, em reunião do Consep

Temer afirma que seu tempo à frente do governo federal foi dedicado às reformas necessárias para o Brasil

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O governo do ex-presidente da República Michel Temer ficou ‘marcado’ como ‘reformista’ e ‘impopular’, títulos que ele mesmo se confere. O ex-governante, que participou nesta quinta-feira (3/10), de reunião conjunta de Conselhos Superiores da Fiesp, destacou suas principais ações durante os dois anos e oito meses em que esteve à frente da presidência do Brasil.

De acordo com sua própria avaliação, as principais reformas iniciadas em sua gestão só avançaram pelo fato de ter assumido o posto de comandante da nação sem a pretensão de concorrer ao cargo de presidente nas próximas eleições. “Eu falei: ‘vou aproveitar a minha impopularidade para fazer aquilo que o Brasil precisa’. Eu tive uma agradável surpresa. Encontrei apoio da Câmara, com 368 deputados federais votando – durante a madrugada e em véspera de feriado, a favor do teto de gastos públicos. Vi que tinha o Congresso ao meu lado e o chamei para governar comigo. Não o fiz apenas porque desejava, mas porque a Constituição assim determina”, contextualizou o ex-presidente.

Com o objetivo de fazer um governo reformista, Temer deu continuidade ao Programa Ponte para o Futuro, que contemplava o teto de gastos públicos, modernização trabalhista, reforma do Ensino Médio, redução da inflação, juros.

Entre suas principais reformas, a trabalhista foi a que mais lhe rendeu críticas, de acordo com Temer: “A modernização não retirou direitos. Eles constam do artigo 7º da Constituição Federal. Portanto, qualquer norma infraconstitucional não pode alterar o que está na Constituição. Com a modernização trabalhista, uma das conquistas foi a redução do grau litigioso entre empregado e empregador”, explicou.

O ex-presidente lembrou que a redução da inflação, medida conquistada também em seu governo, foi fruto de todas as ações tomadas quando esteve à frente do governo brasileiro. “Quando assumi, a inflação estava na casa dos dois dígitos. Encerrei o meu mandato com a inflação abaixo dos 3% a.a.”

Para que um governo tenha sucesso, Temer lembrou que é preciso que haja boa relação com o Legislativo. “Se não tiver o Congresso Nacional ao seu lado, ele pode causar grandes problemas”, alertou.

Além disso, Temer afirmou que é preciso pregar a pacificação do país. “A única solução para isso está na segurança jurídica, com o cumprimento rigoroso da norma jurídica. Quando se fala de paz, esta consta logo do preâmbulo da Constituição”, disse.

Quanto ao novo governo, Temer afirmou que não se pode fazer críticas logo em seu início. “Temos que dar tempo. Torcer pelo governo é torcer pelo Brasil. E nós precisamos torcer pelo Brasil para que o país cresça”.

Também presente na reunião, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que se não for liquidada a agenda de reformas, não será possível avançar para uma nova. “Temer deixou um Congresso e um ambiente reformista que não havia” antes, concluiu.

O encontro ocorreu em reunião conjunta dos Conselhos Superiores de Estudos da Política (Consep), de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur), de Estudos Avançados (Consea) e de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.

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O ex-presidente Michel Temer participou de reunião conjunta de Conselhos Superiores da Fiesp e fez um balanço do seu governo. Foto: Everton Amaro/Fiesp