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Especialistas participam de debates sobre aeronaves remotamente pilotadas

Videoconferência reuniu quatro expositores em encontro do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

As aeronaves remotamente pilotadas (ARPs) foram tema da última reunião do ano do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp, realizada na manhã desta quarta-feira (16/12), e conduzida pelo presidente do Conselho, Antonio Carlos Teixeira Álvares. “O objetivo do Conic é melhorar a competitividade da indústria por meio da inovação”, definiu o presidente durante a abertura do encontro virtual, que reuniu quatro expositores.

O Brigadeiro do Ar Paulo Ricardo Laux, chefe da sétima subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, trouxe para o debate a visão da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre o uso das ARPs, frisando que o tema não é mais apenas um projeto futurístico, mas uma realidade. “Já existe uso militar, que está indo muito bem. Obviamente existem desafios e ameaças, mas temos muito potencial de usos diversos também no âmbito civil”, disse.

Uma das vantagens apontadas por ele, quanto ao uso dessas aeronaves, refere-se ao monitoramento de áreas remotas com mais tempo de permanência sobre elas. “Hoje, os drones já trabalham no combate a incêndios, mas podem ser utilizados no monitoramento de redes elétricas em locais de difícil acesso, na agricultura, por exemplo. Já são utilizados inclusive para o transporte de cargas e, no futuro, haverá deslocamento de pessoas”, frisou Laux, acrescentando que o momento não é de competição, mas de integração e cooperação entre as empresas, com a convergência de novas tecnologias.

Na sequência, o vice-presidente de Estratégia de Negócios da Embraer, Rodrigo Persico de Oliveira, apresentou o Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP) da empresa, comparou as aeronaves do futuro aos smartphones e defendeu a aplicabilidade das invenções. “Inovação é importante quando é aplicada, se não é apenas um invento. Nossa visão de futuro é que as ARPs sejam como smartphones, que podem receber as mais diversas aplicações diferentes, com diversas finalidades, para atender necessidades específicas para cada cliente”, pontuou.

Com 28 horas de autonomia, 11 metros de envergadura e capacidade para transportar 70 kg, o Atobá é o veículo aéreo não tripulado desenvolvido pela Stella Tecnologia. Segundo seu diretor-executivo, Gilberto Buffara Jr., o ARP pode ser empregado em diversas missões, desde salvamento e resgate até o patrulhamento costeiro ou de fronteiras.

No agronegócio, segundo Giovani Amianti, diretor-executivo da Xmobots, os drones estão atualmente realizando muito mais do que sobrevoar, pois estão substituindo outras tecnologias. “Eles não apenas mapeiam áreas, mas também realizam a detecção de problemas na plantação e pulverizam onde houver necessidade”, o que é possível graças a câmeras com infravermelho, que “realizam o diagnóstico e apontam a solução”, concluiu Amianti.

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Videoconferência reuniu quatro expositores em encontro do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp