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Especialistas discutem futuro e oportunidades da cadeia de petróleo e gás

Membros do Competro da Fiesp/Ciesp e de instituições da indústria se reuniram em evento na Universidade de São Paulo para discutir desafios do setor


Representantes do setor do Petróleo e Gás participaram na sexta-feira (12/04), na Universidade de São Paulo (USP), do seminário “Perspectivas, Oportunidades e Exigências de Petróleo e Gás”, em evento realizado conjuntamente pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em parceria com a Agência USP de Inovação e do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP (PGT/USP) – parte do calendário de atividades do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás Paulista (NAGI PG, programa de capacitação da Fiesp, Ciesp e USP).

Ao participar do evento, o diretor da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e membro do Competro, sigla do Comitê da Cadeia de Petróleo e Gás da Fiesp-Ciesp, Alberto Machado, apontou as preocupações e vantagens competitivas do setor.
“Nossa engenharia naval é defasada, nossa competitividade é baixa e nossas matérias primas são caríssimas. Entretanto, nosso parque industrial está instalado, temos bom desenvolvimento tecnológico e capacitação gerencial”, afirmou.

“A supervalorização do real é a maior ameaça para a indústria nacional do petróleo”, completou Machado.

Ubirajara Campos, subsecretário de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, informou que a meta de sua pasta é criar e promover ações para aumentar a participação do Estado no setor, desenvolvendo capacidades de grupos fornecedores.

Para o subsecretário, a modernização do porto de Santos é fundamental para dar conta da produção. “O investimento total que faremos no estado é de 78 bilhões de dólares entre 2010 e 2025. Ou seja, um investimento de grande escala, por um longo período. Enfrentamos um problema, que é o gap entre a demanda e a oferta. Estamos trabalhando para fazer com que a oferta alcance a demanda. Nosso objetivo é fazer do Estado de São Paulo uma referência no setor de Petróleo e Gás”, disse Campos.

O encontro foi aberto com as palavras de Moacir de Miranda Oliveira Junior, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, que resumiu as metas do Programa NAGI PG.

“Temos muitos objetivos com o programa. Entre eles, pretendemos sensibilizar as empresas do setor do Petróleo e Gás para a importância da inovação como vantagem competitiva no setor. Capacitar as empresas a conhecer a inovação. E identificar e angariar fontes potenciais de financiamento e fomento para os projetos. No fim, queremos ajudar as empresas a dar um salto na inovação de seus processos. Inicialmente pretendemos auxiliar em torno de 200 a 400 empresas, no Estado de São Paulo”.

Eduardo Berkovitz, membro do Competro e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, agradeceu a participação das instituições em nome da Fiesp e Ciesp, frisando também a importância da articulação entre os setores público e privado para aproveitar no tempo correto as oportunidades de investimentos anunciadas pelo setor.

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Berkovitz, do Competro, destaca importância das parcerias entre setores público e privado

“O Competro nasceu há um ano e quatro meses com a meta de maximizar as oportunidades da cadeia do Petróleo e Gás em São Paulo e no país. O NAGI PG é um dos nossos projetos. Queremos formar facilitadores para conversar com as empresas da área, para interagir e desdobrar o projeto nas empresas”, assinalou o diretor da Fiesp.

“Este encontro é um momento importante de aprendizado e de troca de informação entre os vários atores ligados à indústria de Petróleo e Gás. É preciso promover a rápida articulação entre as instituições que defendem o setor, atraindo investimentos e infraestrutura adequada que assegure oportunidades para a indústria nacional no tempo certo”, acrescentou Berkovitz.

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp