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Encontro esclarece pontos de Acordo Setorial de Logística Reversa de eletroeletrônicos

Até 2021, os pontos de coleta de eletroeletrônicos somarão mais de 5 mil no país. A meta será coletar 17% do que está sendo produzido, no quinto ano de implementação do Acordo Setorial

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil está na liderança de produção de lixo eletrônico na América Latina. O país gera 1,5 tonelada desse tipo de resíduo por ano e apenas 30% seguem para os sistemas oficiais de Logística Reversa. As informações são da Organizações das Nações Unidas (ONU) e reforçam a necessidade do cumprimento da legislação sobre a reciclagem. Para apresentar os principais pontos do Acordo Setorial, assinado em 31 de outubro deste ano, e as implicações para todas as empresas que fabricam, importam, distribuem ou comercializam equipamentos eletroeletrônicos, a Fiesp promoveu reunião com os principais especialistas envolvidos no processo de implementação da resolução.

O encontro, realizado nesta quarta-feira (4/12), contou com a participação de representantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), da Green Eletron, que é a Gestora para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da Fiesp.

O acordo prevê duas fases. A primeira será de estruturação e contempla a adesão das empresas e indústrias, além da criação de um grupo de aperfeiçoamento e performance. A segunda se relaciona à sua implementação e operacionalização, visando alcançar a meta de coletar 17% do que está sendo produzido, em seu quinto ano de atuação.

Até 2021, os pontos de coleta de eletroeletrônicos chegarão a mais de 5 mil no país, abrangendo os 400 maiores municípios (com população superior a 80 mil habitantes), o que compreende aproximadamente 60% da população.

Henrique Mendes, gerente de Sustentabilidade da Abinee e da Green Eletron, reforçou que o cidadão e o meio ambiente são colocados em perigo quando o processo de reciclagem não é feito de forma segura e não pela natureza do produto em si. Ou seja, é importante ter controle sobre o reciclador.

“As empresas devem apresentar um cronograma anual de implementação, plano de comunicação e educação ambiental, relatórios periódicos de acompanhamento e estudo de impacto socioambiental. Tudo isso é previsto pelo Acordo Setorial de Logística Reversa de Eletroeletrônicos”, informou Henrique Mendes.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, comerciantes, consumidores e Poder Público. E determina que o primeiro ator dessa cadeia, o fabricante ou importador, ofereça ao consumidor pontos adequados para o descarte ambientalmente correto.

Para identificar onde descartar seus eletroeletrônicos em pontos de coleta da Green Eletron, que estão espalhados por São Paulo, é só acessar este link e buscar pelo endereço mais próximo.

“Com o Acordo Setorial, o resíduo doméstico passará a ser catalogado. Se o consumidor pretende descartar um eletroeletrônico grande, como uma geladeira, a orientação é entrar em contato com o fabricante do item”, contou.

Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, abordou o papel da entidade na implementação da Logística Reversa de eletroeletrônicos. “É uma função nossa, da Fecomércio, levar ao conhecimento geral mecanismos para os empresários conseguirem cumprir o seu papel. Mesmo que o comércio não tenha a obrigação de dar um destino final ao produto, os comerciantes precisam estar integrados em um sistema eficiente de reúso”, complementou.

Os resíduos, quando não são devidamente tratados, podem causar contaminação do solo e de água superficiais e subterrâneas, comprometendo a qualidade ambiental e a saúde das pessoas.

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Foto: Karim Kahn/Fiesp