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Empresário perde 50% do tempo para remover pedras do caminho, afirma Paulo Skaf na abertura de Congresso

Substituição tributária e criação de faixa progressiva para o Simples foram algumas das questões observadas pelo presidente da Fiesp e do Ciesp na abertura do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria

A quantidade de leis, regulamentações e impostos no Brasil desrespeita o empresário da micro e pequena indústria e revela uma atitude ultrapassada das instituições públicas, afirmou o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf.

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Para Skaf, quantidade de leis, regulamentações e impostos no Brasil desrespeita o pequeno empresário

“Tudo é tão lógico, as coisas deveriam ser muito mais fáceis de se resolver, mas, lamentavelmente, é tudo muito complicado”, afirmou Skaf na abertura do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, organizado pelo Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da federação, no Hotel Renaissance, na capital paulista.

Segundo o presidente da Fiesp, 50% do tempo do empresário fica concentrado para resolver problemas “e tirar as pedras do caminho que são colocadas de uma forma inacreditável”.

Skaf criticou a burocracia que trava o crescimento não só das micro e pequenas, mas o desenvolvimento econômico do país. “Deveríamos estar concentrados não em criar mais leis e sim em melhorá-las, desburocratizar, desregulamentar e dar um voto de confiança à sociedade”, disse.

Questões tributárias

O presidente da Fiesp e do Ciesp falou sobre questões tributárias que afetam as micro, pequenas e médias indústrias.

“A questão da substituição tributária, sabemos, para a microempresa, é ruim”, lembrando que há dois anos o tema é questionado sem solução efetiva.

Skaf observou criticando em seguida a falta de uma faixa automaticamente atualizada para o Simples (Sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte).

“[A empresa] Tem uma determinada faixa e passa um ano, dois anos, cinco anos e não altera aquela faixa. Tem que fazer uma batalha tremenda para atualizar, uma coisa que deveria ser natural”, assinalou.

O presidente da Fiesp e do Ciesp observou ainda que seria muito importante abrir uma faixa progressiva no Simples para não desestimular o crescimento das empresas desse perfil. “Hoje, uma empresa que passa R$ 1 da faixa, muda completamente a situação. Então, desestimula o crescimento. Ou estimula a fazer coisa errada.”

Congresso

A atitude empreendedora e a agilidade na tomada de decisões serão os principais temas discutidos nesta edição do congresso.  No encontro ainda será lançado um estudo sobre a inserção das pequenas empresas no mercado global pela Universidade de Paris-Sorbonne. A pesquisa examina os efeitos de barreiras para estratégias de internacionalização das pequenas e micro empresas.

Paulo Skaf afirmou que o encontro “não se encerra nas discussões”.  O presidente da Fiesp e do Ciesp pediu aos organizadores do evento, no Departamento da Micro e Pequena e Média Indústria, para que as sugestões oferecidas nos debates sejam elencadas em um relatório. E que “a partir de amanhã nossas entidades estejam concentradas em buscar soluções e aproveitar tudo aquilo que debatemos”.

Alice Assunção e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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