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Emprego na indústria ficou estável em setembro e pode fechar o ano com crescimento de 0%

Setor teve saldo de 500 vagas de trabalho geradas no mês, sendo similar ao de 2012 segundo Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo feita pelo Ciesp e pela  Fiesp

O emprego na indústria de São Paulo ficou estável em setembro. Isso porque a queda com ajuste sazonal registrada no período foi de 0,08% no mês no quadro de funcionários em relação a agosto. As informações são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Diante desse cenário, o emprego na indústria de transformação deve encerrar 2013 com uma taxa de crescimento próxima a 0%.

“O desempenho do emprego na indústria em setembro de 2013 foi similar ao de 2012”, explica o diretor do Depecon, Paulo Francini. “A geração de 40 mil postos está destinada à queda, já que 25,5 mil vagas devem ser devolvidas pelo setor sucroalcooleiro até o final deste ano”, diz.

Segundo Francini, não houve “nenhuma surpresa” nos resultados do mês. “O emprego costuma cair na indústria no final do ano”, afirma. “Devemos chegar ao final do ano com  15 mil postos gerados”.

Falando especificamente do setor de açúcar e álcool, a série histórica dos últimos anos reflete o aumento da mecanização. Para se ter uma ideia, em 2007, a participação da área era de 61,10% na geração de vagas no acumulado do ano até setembro, um percentual que em 2013 ficou em 15,4% também no acumulado até setembro. “A expectativa é de que a colheita manual termine em 2014 nas áreas mecanizáveis, ou seja, naquelas em que a topografia permite o uso de máquinas”, diz Francini. “Nos outros trechos, a colheita manual deve acabar em 2017”.

O diretor lembrou que o quadro de queda no nível de emprego vem se repetindo há meses. E que, no comparativo dos anos, desde 2011 os meses de setembro têm apresentado queda no índice na série com ajuste sazonal.

Já nas variações acumuladas nos anos, tem-se uma expectativa de fechamento de 1,55% em 2013 diante de 2012. Em 2012, o percentual foi de 0,95% em relação a 2011.

Variações por setores

Entre os 22 setores analisados pela pesquisa, 9 registraram variação positiva, 9 negativa e 4 estáveis na geração de vagas em setembro de 2013. Isso representou um saldo de 500 empregos no mês. O maior número de vagas geradas ficou com o setor de máquinas e equipamentos: 976, seguido pelo de produtos químicos (742) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (721). O desempenho das máquinas e equipamentos está ligado principalmente a investimentos feitos por empresas de energia..

Já a maior queda ficou com a área de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: menos 1046 postos, seguida por veículos motores, reboques e carrocerias (- 783) e produtos diversos (- 444).

Panorama do estado

Na análise estadual, a Grande São Paulo teve um desempenho de 0,13%, com 0% no interior e 0,03% no estado em setembro.

Os destaques ficaram com as regiões de Marília (1,33%), Santa Bárbara D’Oeste (1,20%) e Sorocaba (0,93%). Os motivos por trás desses resultados? A influência dos setores de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos e produtos de borracha e plástico em Marília; dos produtos têxteis e máquinas e equipamentos em Santa Bárbara D’Oeste e das máquinas e equipamentos e produtos têxteis em Sorocaba.

Tiveram o pior desempenho da pesquisa Cubatão (-2,99%), Jundiaí (-2,54%) e Santos (-1,57%). O que influenciou essas diretorias regionais em setembro? Celulose, papel e produtos de papel junto com produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos) em Cubatão; equipamentos de informática e produtos eletrônicos junto com veículos automotores e autopeças em Jundiaí e impressão e reprodução de gravação junto com confecção de artigos do vestuário e acessórios em Santos.

Segundo Francini, as perspectivas não são animadoras para o fechamento do ano. “Já tivemos natais melhores, mas que não foram bons para a indústria, principalmente pela concorrência externa”, diz. “Agora, a concorrência externa é menor, mas o Natal deve ser apertado por conta da queda na renda”, explica.

Para o diretor do Depecon, diante de uma expectativa de crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, a indústria de transformação deve avançar a uma taxa de 1,5%.

Agência Ciesp de Notícias