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Em visita à Fiesp, Cunha apoia campanha contra aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”

Paulo Skaf explicou iniciativa como forma de levar o Governo ao corte de gastos e à maior eficiência

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

“Eu acho que o brasileiro não deve pagar mais imposto, imposto maior do que paga hoje”, disse nesta sexta-feira (25/9) na sede da Fiesp o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao comentar a campanha “Não Vou Pagar o Pato”. A iniciativa, que reúne múltiplas entidades dos setores produtivos, foi lançada no dia 21 e conta com amplo apoio da população, provado pelas cerca de 40 mil assinaturas coletadas por dia.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, recebeu Cunha e um grupo de empresários e líderes de diversos setores para um jantar e explicou a campanha durante entrevista coletiva. “Minha grande preocupação neste momento é com o Brasil. Precisamos que se faça um ajuste fiscal reduzindo gastos, e não criando impostos. É por essa razão que estamos com esta campanha de não pagar o pato mais. A sociedade não deve mais pagar o pato, até porque até agora o Governo não cortou nada. Nada! Corte efetivo não houve nenhum.”

Para levar o Governo a chegar ao equilíbrio, tornando-se mais eficiente e eliminando desperdícios, a solução é “cortar a mesada”. Não permitir o aumento de impostos vai obrigar ao corte de gastos e à busca da seriedade na gestão pública, afirmou Skaf.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, durante entrevista coletiva em 25/9. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf comentou o momento complicado da economia, agravado pela crise política. “Há liquidez no mundo, e o Brasil poderia receber mais recursos, se não fosse esta falta de confiança, esta insegurança causada pela crise política”, afirmou.

Skaf disse que é preciso encontrar saídas. “Não adianta ficar reclamando. É isso que temos procurado”, declarou. Para isso é preciso conversar muito, declarou. “É por essa razão que temos quase todos os dias conversas por todos os lados.”

Sobre a mudança no PIS/Cofins, Skaf disse que pode ser positiva pelo aspecto técnico. “Mas eu não confio na calibragem das alíquotas”, ressalvou. “O governo está com fome de arrecadação. Apesar desta apresentação do orçamento com R$ 30 bilhões de déficit, pelos nossos cálculos é de R$ 80 bilhões.” E, lembrou, tende a haver déficit, de talvez R$ 40 bilhões, neste ano, em razão do aumento de despesas em ritmo superior ao da arrecadação.

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Jantar na Fiesp reuniu líderes empresariais e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“O buraco é muito mais fundo”, avaliou Skaf, sobre a previsão de R$ 30 bilhões de déficit feita pelo Governo. “Se fossem R$ 30 bilhões, e se é verdade que reduziu R$ 26 bilhões, já estaria feito o ajuste fiscal. Então por que criar CPMF, por que aumentar o IR, ou juros sobre capital próprio?”

Os participantes do jantar

Benjamin Steinbruch, 1º Vice Presidente da Fiesp
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados
Fábio Meirelles, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – Faesp
Heitor José Müller, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – Fiergs
Josué Christiano Gomes da Silva, Presidente da Coteminas S.A e 3º Vice Presidente da Fiesp
Luiz Moan Yabiku Junior, Presidente da Anfavea -  Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da Fiesp
Marcos Marinho Lutz, Diretor Presidente da Cosan e Presidente do Coinfra
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp
Waldemar Verdi Junior, Presidente das Empresas Rodobens
Walter Vicioni Gonçalves, Superintendente do Sesi –SP e Diretor Regional do Senai – SP