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Em reunião com empresários, Skaf pede foco em pautas prioritárias para o país

Diálogo pelo Brasil reúne empresários da região de Campinas

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, esteve hoje (4/9) no Ciesp Campinas em conversa com lideranças empresariais da região, em mais uma etapa do Diálogo pelo Brasil, que percorre diversos municípios do Estado de São Paulo.

Skaf ressaltou a importância das reformas estruturais, pilares para a retomada do crescimento. “A Reforma Trabalhista tirou o Brasil do século passado, a da Previdência está no Senado para a aprovação e deverá passar, o que irá se refletir no ajuste das contas públicas. A Reforma Tributária é essencial para quem trabalha e produz. A simplificação na cobrança de impostos aumentará a eficiência e baixará o custo para quem paga e para quem recebe. Isso é o que todos esperamos”, avaliou o presidente.

Ao falar especificamente sobre a Reforma Tributária, lembrou que é necessário ouvir as propostas, avaliar cuidadosamente quais tributos devem ser reunidos e qual a alíquota definida a fim de se evitar perdas e construir a melhor solução possível para todos: “Falar de imposto único é um sonho, mas quem fala ou é desinformado ou está fazendo marketing. Reforma Tributária com Estados quebrados e governo sem dinheiro é perigoso, pois dependendo da reforma aprovada poderá existir aumento de carga tributária”, alertou.

No diálogo com os empresários, a questão da guerra fiscal, cobranças na origem e no destino, além da desoneração da folha também foram abordadas pelo presidente. Em relação ao crédito, o spread bancário foi duramente criticado. Skaf reiterou a necessidade de aumentar a concorrência e forçar a queda dos juros, o que beneficiaria diretamente a atividade produtiva industrial.

O presidente da Fiesp/Ciesp considera essencial focar nas pautas importantes. “O Brasil está avançando. Não podemos ficar só com um foco. O país precisa crescer, se reconstruir, pois temos 40 milhões de desempregados e desalentados. A economia já está retomando o rumo, dando sinais de recuperação”, pontuou.

Ao referir-se aos resultados do segundo trimestre, o líder empresarial vê com otimismo a mudança de tendência. Para Skaf, “muita gente pregou o desastre, dizendo que teríamos um PIB negativo, o que representaria um quadro de recessão. Mas isso não ocorreu. Pelo contrário, tivemos um crescimento modesto, no caminho certo e iniciando a recuperação, com trajetória positiva”.

O aumento do emprego também foi tema do debate e a solução apontada passa pelo crescimento econômico. “Não há emprego sem isso, não dá para obrigar nenhuma empresa a contratar se ela não tiver demanda, se ela não tiver negócios. Se dependesse de nós, não teríamos nem entrado em crise. Mas o que está aí é o resultado da irresponsabilidade de governos que gastaram mais do arrecadaram e acumularam dívidas enormes”.

Ao final do encontro com os empresários da região de Campinas, a Amazônia ganhou destaque em função da repercussão das queimadas e do desmatamento na mídia. “Na Fiesp, esta semana, reunimos 40 grandes grupos europeus e fizemos a apresentação de dados que mostram a realidade sobre a situação da Amazônia [Amazônia, você precisa saber]. Não se pode confundir queimada com desmatamento até porque os gráficos da queimada oscilam para cima e para baixo todos os anos. Os riscos de queimada se encontram no cerrado, não na floresta, onde a mata é úmida e não há tendência de incêndio”, contextualizou.

“A mata nativa na região amazônica representa atualmente cerca de 84% do que era em 1500, na época do descobrimento do Brasil. Isso representa cerca de metade do território brasileiro. Cumprimos 73% da meta de Copenhague e respeitamos o Acordo de Paris. O Brasil não merece ser desrespeitado e os assuntos não devem ser misturados, como no caso do acordo Mercosul-União Europeia”, finalizou, frisando que essa campanha contra o Brasil prejudica a imagem do país”.

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Em reunião com empresários, em Campinas, presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, debateu Reforma Tributária e a imagem do Brasil frente às notícias sobre desmatamento e queimadas, na Amazônia brasileira. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp