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“Do jeito que está, não pode continuar, pois está tendo um alto custo para a nação brasileira”, afirma Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp critica aumento do consumo do Governo em meio à queda do PIB

Nesta terça-feira (1/12), o IBGE divulgou o resultado do PIB do terceiro trimestre de 2015. Sem grandes surpresas, o PIB geral apresentou queda de 1,7% na comparação com o trimestre anterior.

Houve recuo na agropecuária (-2,4%), na indústria (-1,3%) e nos serviços (-1,0%). Na indústria, a maior queda se deu na indústria de transformação. A construção civil e a extrativa mineral também registraram resultado negativo no terceiro trimestre do ano.

O consumo das famílias (-1,5%) caiu pelo terceiro trimestre seguido. A única variação positiva foi do consumo do Governo, que cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. Algo totalmente contrario ao discurso de ajuste fiscal.

“Neste momento, a crise econômica e a crise política se agravam e paralisam o país. O Governo está enfraquecido, não consegue se impor na área da política e, assim, gera desconfiança em relação ao futuro e agrava a crise econômica”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Mais uma vez, reafirmamos que o Governo deve acertar suas contas, cortando gastos e melhorando a gestão. O Governo tem que ser capaz de fazer mais, com muito menos. No entanto, o que os dados do IBGE mostram é que o Governo age na contramão, pois a única rubrica que se expandiu no terceiro trimestre de 2015 foi justamente o consumo do Governo”, argumenta o líder empresarial.

“Do jeito que está, não pode continuar. Está tendo um alto custo para a nação brasileira “, conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp