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Diversidade é um baile; o convite à dança, inclusão, afirma João Pacífico

Festival de Empreendedorismo da Fiesp, nos dias 10 e 11 de agosto, terá debates sobre diversidade e inclusão

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Durante dois dias, 10 e 11 de agosto, o Festival de Empreendedorismo da Fiesp colocará na pauta temas como a diversidade, gestão inclusiva, saúde mental, pós-pandemia e toda a relação com a Felicidade e Resiliência Mental.  A mediadora do evento, Elisabeth Romero, diretora do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, explicou que a ideia central do evento é ajudar a promover soluções cada vez melhores para a sociedade, ao ouvir pessoas que são referência nos temas. “As pessoas constroem as organizações, e seu engajamento melhora o desempenho das empresas e também a sociedade”, lembrou Romero, que completou dizendo que o festival é uma oportunidade para propor soluções e reflexões.

Em mensagem gravada, o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, falou sobre a importância de trazer essa discussão para a casa da indústria, e que os inúmeros desafios impostos pela pandemia estimularam a busca por novos caminhos e soluções. “O festival mostrará como empreender de forma mais consciente e focada, principalmente com a atenção voltada para as pessoas”, disse Skaf.

Existe a necessidade de que as pessoas ampliem sua consciência, saiam da zona de conforto e não vejam as coisas sempre da mesma maneira. Para o executivo-chefe do Grupo Gaia, João Pacífico, essa atitude proporciona ambiente convidativo à inovação e modernidade. “Se você perguntar a um colaborador se ele pode fazer mais pela empresa, ele responderá afirmativamente, todo mundo acha que pode dar um pouco mais na empresa. Quando você faz com que as pessoas se sintam à vontade, tenham segurança psicológica de acertar ou errar, vão naturalmente dar o máximo de si. Não importa se elas trabalham de camiseta ou com terno e gravata. Está tudo bem. A diversidade está aí”.

Ao exemplificar, comparou a diversidade a um grande baile. Quando alguém é convidado para dançar, então ocorre a inclusão. “E não basta apenas o convite à dança, é preciso respeitar a individualidade. Preciso saber se a pessoa gosta de dançar mais devagar ou mais rápido”, enfatizou Pacífico.

O ambiente de uma empresa, segundo o executivo do Grupo Gaia, não pode ser frio, mas um lugar onde pessoas convivem e trocam experiências. “Obviamente, toda empresa busca o lucro, o que não é nenhum problema. E ele vem naturalmente quando as pessoas estão bem. Não faz sentido prejudicar a saúde de alguém em troca de um lucro maior. Quando percebemos ser parte de uma coisa muito maior, encontramos uma missão, um propósito”.

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João Pacífico entende que uma empresa inclusiva não deveria ser a exceção, mas a regra. Foto: Karim Kahn/FiespEfeitos da diversidade nas organizações

E o primeiro painel do festival, Efeitos da diversidade nas organizações, teve a participação da coordenadora do Projeto Vamos Juntos, Izabella Almeida, responsável pelo projeto Vamos Juntos Emprego Apoiado, voltado à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Trabalhamos com o tripé Família, Indivíduo e Empresa. Não basta empregar, mas encontrar a vaga certa para cada pessoa”, enfatizou Izabella.

A especialista também ressaltou a necessidade de não infantilizar as pessoas com deficiência, pois isso é um desrespeito e tira sua dignidade. “Meu irmão trabalha no Grupo Gaia, e ele é tratado com respeito, verdadeiramente incluído, e isso queremos que ocorra com todos. Para ver os frutos, é necessário provocar a mudança”. A coordenadora ainda afirmou que a diversidade causa impacto positivo nos líderes e colegas de trabalho, por unir e criar propósito.

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Segundo Izabella, para ver os frutos, é necessário provocar a mudança. Foto: Karim Kahn/Fiesp