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Crescimento do Brasil está em função do crescimento das pessoas, afirma Paulo Skaf à Rádio Bandeirantes de Campinas

Presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP fala sobre os resultados de campanhas da indústria e as ações na área educacional

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, na manhã desta sexta-feira (31/10), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, falou sobre o trabalho realizado nas entidades – inclusive o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Skaf lembrou que o Sesi-SP e o Senai-SP não atende somente a industriários. “Sessenta por cento dos alunos são filhos dos trabalhadores da indústria, mas 40% são alunos da comunidade. Um milhão de matrículas do Senai-SP são de pessoas da comunidade. Quem vai ser pedreiro, carpinteiro, pintor, armador, mecânico, eletricista, não é filho de rico. Então, nosso trabalho tem como objetivo a valorização e a oportunidade das pessoas”, disse Skaf.

“Por isso [temos] o lema ‘Crescem as pessoas, cresce o Brasil’. Muita gente não entende que o crescimento do Brasil está em função do crescimento das pessoas. Você não pode ter o crescimento de um país, sem investimento em educação de qualidade e oportunidade de formação profissional”, completou o presidente da Fiesp.
Leia trechos da entrevista:

Energia a preço Justo’

“O resultado da campanha ‘Energia a Preço Justo’ foi um desconto no preço médio de todos os brasileiros, não só de São Paulo, não só da Fiesp e do Ciesp, mas de todo o Brasil; em média, de 20%. Isso contrariou interesses, como os das concessionárias de energia, que queriam prorrogar os seus contratos, aos mesmos preços, por mais 30 anos. O preço da energia, como ficou, e como estava, gerou uma economia de R$ 34 bi por ano. Em 30 anos, é quase R$ 1 tri. Então, essa batalha que a sociedade teve em busca de um preço mais justo na energia valeu um trilhão de reais. E é lógico que algumas concessionárias de energia que viram seus interesses contrariados criticam. Mas deixe criticarem. Para mim, não me afetou em nada, porque nós defendemos a bandeira correta e tivemos um bom resultado para todo mundo e melhoramos a competitividade do Brasil. ”

Campanha pela modernização dos portos

“Outra campanha que fizemos recentemente foi pela modernização dos portos brasileiros. O custo portuário do Brasil é três vezes mais caros do que portos eficientes no mundo. Enquanto você exporta uma geladeira por um porto eficiente do mundo custa R$ 50,00 de custos portuários, no Brasil custa em torno de R$ 150,00 – três vezes mais caro. Então, nós fizemos uma grande luta para baixar os preços e aumentar a competitividade dos nossos portos. Foi uma outra campanha em que sobrevoei de helicóptero e mostrei o porto de Santos, onde 150 navios estavam para entrar no canal, pilhas de containers, filas de caminhão…”.

Sesi-SP e Senai-SP

“Muitas vezes a sociedade desconhece que essas entidades são administradas, comandadas, geridas e bancadas pela indústria. E essa campanha [veiculada nas TVs em abril] é para mostrar que o resultado do Sesi-SP e do Senai-SP é um trabalho da indústria de São Paulo.”

“O Senai-SP este ano terá 1 milhão de matrículas em formação profissional e o Sesi-SP, 350 mil matrículas, além dessas escolas que toda semana se inauguram. Isso é o esforço da indústria de São Paulo e é minha obrigação, como presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, de promover e enfrentar esses desafios.”

CPMF

“Em 2007, há mais tempo, fiz uma campanha nacional para pôr fim à CPMF [Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira], o imposto do cheque.”

Agência Ciesp de Notícias