Conselhos se reúnem no Dia Mundial do Meio Ambiente

Como prova de seu empenho em nome da sustentabilidade, a Fiesp realizou, na manhã desta segunda-feira (5 de junho), Dia Mundial do Meio Ambiente, em sua sede, em São Paulo, a 80ª Reunião Conjunta do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema), Conselho Superior de infraestrutura (Coinfra) e Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da federação. O encontro foi aberto pelo presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, que deu as boas-vindas aos participantes.

Os cumprimentos foram complementados pelo presidente do Cosag, Jacyr Costa. “Donald Trump deu um passo para trás em relação ao meio ambiente, mas outros países importantes reiteraram seus compromissos, como a China e vários outros da Europa”, disse, numa referência à decisão norte-americana de sair do Acordo de Paris, sobre a redução das emissões gases de efeito estufa na atmosfera. “Até Estados dos Estados Unidos, como a Califórnia e Nova York reiteraram seu envolvimento com a qualidade do ar no mundo”.


No Dia do Meio Ambiente, abertura de reunião conjunta de conselhos superiores da Fiesp, com a participação de Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Entre as autoridades presentes no debate, o ex-ministro Aldo Rebelo, relator do projeto da reforma do Código Florestal brasileiro na Câmara dos Deputados. “Olho para os produtores rurais e não me preocupo com o que eles pensam, mas com o que eles fazem, o que oferecem para o Brasil”, afirmou. “Por isso sempre buscamos esse equilíbrio e fizemos mais de 200 audiências públicas em todo o país para debater o Código Florestal”, explicou. “Debater o Código é debater o Brasil.”

De acordo com Rebelo, “trabalhadores e produtores cabem unidos num Brasil com riqueza material e sustentabilidade”. “Vamos olhar para o horizonte, não para o casco do navio como faz um marujo na hora da tormenta”, sugeriu.

O vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, também foram convidados da reunião conjunta. “Estamos à disposição”, disse Covas. “Devemos seguir uma linha de conduta em nome da sustentabilidade”, destacou Jardim. “Um protagonismo que deve ter São Paulo”, explicou. “Esse encontro aqui hoje é uma reunião nacional, com representantes do Mato Grosso e de Minas Gerais.”

Liderança

Entre as iniciativas em prol da sustentabilidade debatidas, mereceu atenção o Programa RenovaBio, do governo federal. Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Márcio Félix Carvalho Bezerra, explicou que a ação foi criada para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, com a definição de diretrizes estratégicas nesse sentido. “Somos saudados como lideranças nesse campo”, afirmou.

Representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética do Ministério das Minas e Energia, Plinio Nastari também falou sobre o programa, traçando um panorama nacional e mundial em relação ao uso de energias renováveis.

“Hoje, as energias fósseis representam 78,3% do uso total no mundo, com 19,2% de participação das renováveis”, explicou.

Nesse cenário, segundo Nastari, o Brasil é terceiro maior consumidor mundial de combustíveis para transporte, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. “Ao mesmo tempo, tivemos um percentual de 26,8% de consumo de etanol e biodiesel em 2016, um recorde no mundo”, disse. “Somos o segundo maior produtor mundial de etanol, o primeiro lugar é dos Estados Unidos.”

Entre as vantagens nacionais conquistadas nesse ponto estão o bom sistema de distribuição das energias renováveis e o uso em especial de energia solar. “O etanol, por exemplo, é uma opção moderna e eficiente, apoiada pelas montadoras.”

É nesse contexto que, de acordo com Nastari, se insere o RenovaBio. “O programa visa dar credibilidade e favorecer a rentabilidade para estimular a produção das energias renováveis”, disse. “E isso buscando um tratamento de equidade entre todos os agentes envolvidos, sempre focando a sustentabilidade.”