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Compesca: perspectivas de crescimento para o pescado brasileiro em 2019

Debate em torno da expansão foi tema da reunião do Comitê nesta sexta-feira (30/11), na Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

As perspectivas são boas para 2019. Pelo menos esse foi o tom do debate durante a reunião plenária do Comitê da Pesca (Compesca) da Fiesp, realizado na tarde desta sexta-feira (30/11), na sede da federação e do Ciesp.  No encontro, Roberto Ignacio Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da entidade, fez uma apresentação repleta de otimismo para a pesca e para a aquicultura no Brasil.

“Nesse novo governo, o tema pesca volta para o ministério da Agricultura. Está tudo caminhando a nosso favor”, disse.

Betancourt aproveitou para contar que “foi grande o sucesso ao criar uma bancada do agronegócio, uma bancada ruralista para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)”. “Vamos criar um sistema onde o agro é solidário. Vamos ter cana, café, boi e peixe. Um apoiando o outro”.

Para ele, a atuação vai ser forte em nível estadual e federal. “Tudo o que é feito no estado de São Paulo acaba irradiando para o resto do país”, destacou.

Roberto Kikuo Imai, diretor titular do Compesca, afirmou que é uma vitória ter o Comitê da Pesca dentro da maior Federação das indústrias do Brasil. “A missão do Compesca é juntar todas as sinergias para continuar avançando.  O setor precisa começar a se movimentar para andar de forma mais concisa. Estamos num período de mudança”.

João Crescêncio Marinho, diretor de aquicultura da SEAP/SGPR, também presente na plenária, disse é preciso ter três visões essenciais para a aquicultura. “Elas são integração, comprometimento e planejamento organizado. Temos esperança de ressurgir das cinzas”, avaliou.

Já Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico da Fiesp, destacou que “a pesca e a aquicultura são um terreno muito fértil, cheio de oportunidades que devem ser exploradas”.

Nessa mesma linha, Itamar da Paiva Rocha, da Associação Brasileira dos Criadores de Camarões e conselheiro do Cosag, disse que “estamos sempre acreditando no setor. Eu conheço a realidade do Brasil. O desenvolvimento sustentável quando se tem controle é permanente. O exemplo do camarão é claro. Saímos de uma produção de 18 mil toneladas para 5.180 milhões de toneladas”.

Apesar de o consumo de pescados no Brasil ser ainda baixo, ele vem aumentando dia a dia. “Isso se dá em virtude da melhoria da produção local e do maior acesso do pescado importado”, disse. “O pescado possui diversas espécies e tem características regionais para o desenvolvimento”, lembrou Thamires Quinhões, diretora executiva da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes).

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A reunião do Compesca: perspectivas de avanço a partir das particularidades regionais do pescado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp