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Comércio exterior de produtos de Defesa movimenta US$ 400 bilhões por ano, em média, em todo o mundo

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, tratou da base industrial de Defesa, bem como sobre as aspirações do Brasil em obter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, em encontro ocorrido na Fiesp

Tássia Almeida, Agência Indusnet Fiesp

O general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, integrou a reunião plenária do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp (Deseg), realizada nesta segunda-feira (12/8).

Na abertura, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, destacou o trabalho da Federação nessas áreas: “Há mais de dez anos trabalhamos com o objetivo de aproximar a indústria da Defesa, o governo e as Forças Armadas brasileiras e este encontro é uma oportunidade muito positiva”, disse, na mesa composta por autoridades, como Paulo João Cury, tenente-brigadeiro-do-Ar, e Marcos Rosas Degaut, secretário de produtos de Defesa.

Em sua apresentação, Fernando Azevedo e Silva trouxe informações sobre as Forças Armadas, a Defesa e a base industrial de Defesa, e tem se dedicado a esta última área com afinco, conforme enfatizou. “A base industrial da Defesa, no Brasil, atualmente, é responsável por mais de 285 mil empregos diretos e outros 850 mil indiretos. O comércio exterior de produtos de Defesa movimenta, mundialmente, em média, US$ 400 bilhões por ano e cada real investido em programa de Defesa gera multiplicador de 9,8 em valor do PIB”, de acordo com números apresentados pelo ministro.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Defesa representa R$ 84 bilhões (1,4% do PIB brasileiro) e o PIB das áreas da Defesa e Segurança alcança R$ 202 bilhões (3,7% do PIB brasileiro). Mesmo diante desses números, a base industrial da Defesa ainda se depara com muitas dificuldades, tais como infraestrutura precária, burocracia excessiva, elevada carga tributária, déficit de mão de obra especializada, baixa integração entre universidades e empresas, altas tarifas de energia elétrica, baixa capacidade de investimentos e pouco estímulo à inovação, conforme elencou o ministro.

Ele apresentou o histórico da formação da nacionalidade brasileira. Fernando Azevedo e Silva citou atuações importantes como a operação Ágata, de grande escala, cujo objetivo é fortalecer a segurança dos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil e destacou, ainda, a segurança da faixa litorânea e a participação das Forças Armadas em grandes eventos como a Jornada Mundial da Juventude e os Jogos Olímpicos. Disse, também, que o governo atual não é militar, mas possui integrantes de origem militar.

O general expôs números sobre o serviço militar obrigatório enfatizando que dos 1,8 milhão de alistamentos, apenas 100 mil (5,5%) são incorporados e, entre os projetos prioritários da Defesa, encontra-se a reestruturação da carreira e também das Forças Armadas.

O diretor do Deseg, Carlos Erane de Aguiar, fez um pequeno resgate histórico ao lembrar das aspirações do Brasil em obter assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com ele, o país atende vários requisitos, como regime democrático, eleições universais, imprensa livre e economia de relevo no cenário mundial, mas esbarra em gastos e investimentos em Defesa necessários para cumprir com as obrigações junto ao Conselho de Segurança da ONU. “Infelizmente, se compararmos o Brasil com seus vizinhos aqui no Cone Sul, investimos menos percentualmente em relação ao PIB do que Chile, Colômbia, Bolívia, Equador, Uruguai e Honduras”, informou Erane.

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Paulo Skaf considerou oportunidade positiva o encontro com o ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, que integrou a reunião plenária do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp (Deseg), nesta segunda-feira (12/8). Foto: Ayrton Vignola/Fiesp