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Com forte crescimento, CEF estuda novas formas de financiamento habitacional

Vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Jair Mahl, apresenta ações para acesso ao crédito imobiliário em encontro com membros do Consic

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp apresentou nesta terça-feira (17/8), em reunião por videoconferência, as ações da Caixa Econômica Federal (CEF), em 2021 e 2022, uma pauta de alto interesse para os seus integrantes.

O presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, recordou que o Programa Casa Verde e Amarela nasceu do interesse social dentro da Fiesp e do Conselho. “O tema foi debatido, houve contratação de consultoria e assessoria técnica e, assim, identificamos a necessidade de um investimento do Estado de maneira contínua nessa área de habitação, dada a relevância de crescimento das favelas de forma desordenada”, afirmou.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do seu Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), promove regularmente o Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness), que já reuniu ao longo de mais de vinte anos 1.500 empresários no fórum de discussão sobre políticas públicas para essa cadeia produtiva.

Ações da Caixa Econômica Federal

Jair Luis Mahl, vice-presidente de Habitação da CEF, ressaltou os avanços estruturados nos últimos dois anos em relação a outros países que estão à frente do Brasil em termos de empréstimos imobiliários versus Produto Interno Bruto (PIB). “Temos um percentual que chega próximo a 10%, inferior, por exemplo, ao Chile, que chega a 27% de habitação versus o PIB”. Mahl informou que a Caixa, no objetivo de tornar mais fácil o acesso das pessoas ao crédito habitacional, estuda qual taxa de juros pode tornar os bancos e as instituições financeiras mais acessíveis.

“É preciso ampliar o portfólio de financiamento à Pessoa Física. Dar condições às pessoas e, naturalmente, ter outros tipos de fundings habitacionais, além do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).” Sobre isso, segundo ele, a Caixa Econômica Federal prepara um lançamento de parte da carteira de imobiliário atrelada a um índice, que pode ser taxa referencial (TR), taxa fixa, previdenciária ou poupança.

De acordo com Mahl, a Caixa oferece também outras possibilidades de financiamento à Pessoa Jurídica, ou seja, para construtoras e incorporadoras com as opções de TR, Certidão de Depósito Interbancário (CDI) e  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele informa que hoje 96% de crédito imobiliário da Caixa são feitos com correspondentes bancários.

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Jair Luis Mahl, vice-presidente de Habitação da CEF, em encontro do Consic, tratou das expectativas de financiamento para Pessoas Físicas e Jurídicas. Fotos: Karim Khan/Fiesp


De 2020 até o momento, a Caixa cresceu 10% no saldo, com aumento de 9,4%, até junho de 2021, somando R$ 528 bilhões de empréstimo em crédito imobiliário; em 2018, foi em torno de R$ 450 milhões. Já em 2020, a CEF emprestou R$ 116 bilhões, o maior volume de crédito imobiliário de banco da história do Brasil. Em junho, foram contratados R$ 13,1 bilhões, que representa, aproximadamente, meio volume emprestado em um mês.

“Esses recordes foram talhados no início de 2019 e estão dando condições de nós crescermos estruturalmente. Estamos num excelente momento de crédito imobiliário no país, tanto para empreendedores quanto para os bancos, que viram um nicho importante em razão da concorrência, o que é extremamente relevante. Isso vale também para pessoa física”, salientou Mahl.

Integrante do Consic, Manuel Carlos de Lima Rossitto, questionou sobre a política para os grandes centros, pois, apesar de estar caminhando bem, permanece a questão de cadastro de estrutura familiar. “Sentimos falta de um projeto em grandes centros, com novas formas de adaptação e de mercado para a Caixa se aproximar das pessoas”, apontou ele.

Mahl explicou que existem ensaios para novos mercados e, em relação a melhorias, a Caixa teve uma experiência de inadimplência bem alta.  “Essa questão precisa ser estudada, pois quanto menor a renda mais frágil as condições familiares, e isso precisa ser observado. Um novo lançamento ainda depende desse poder de pagamento das pessoas”, analisou.

Na segunda parte da reunião virtual, se atualizou o cenário da cadeia da indústria da construção, com os seguintes temas:

Indústria de Materiais de Construção, com Rodrigo Navarro (Abramat)

Baixe aqui a apresentação dele neste link

Mercado Imobiliário, com Basílio Jafet (Secovi-SP)

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Construção Pesada, com Newton Cavalieri

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