Ciesp e Fiesp preveem crescimento de 1,4% do PIB e recuo de 0,8% da indústria em 2014

Para elaborar estimativas, as entidades levaram em conta a elevação da taxa doméstica de juros, a desaceleração do consumo privado e o fim dos incentivos fiscais

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) preveem para este ano um crescimento de 0,4% do PIB, um resultado inferior aos 2,3% de 2013.

Para chegar a esta previsão, as entidades levaram em conta a elevação da taxa doméstica de juros, a desaceleração do consumo privado e o fim dos incentivos fiscais.

De acordo com o Ciesp e a Fiesp, o PIB da indústria de transformação irá registrar um recuo de 0,8% em 2014, após ter crescido 1,9% em 2013 e recuado 2,4% em 2012.

“O grande problema do Brasil é que nós perdemos a nossa competitividade. Não me refiro a indústria, mas ao País. Graças a impostos altos, burocracia, falta de infraestrutura e logística cara”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e Ciesp. “O Brasil precisa recuperar a sua competitividade”.

Já a indústria extrativa mineral, de acordo com a projeções da Fiesp e Ciesp, apresentará expressiva recuperação em 2014, com o PIB do setor crescendo 4,6%, após o recuo de 2,8% apresentado em 2013, tendo em vista a melhora do mercado internacional de minério de ferro e a perspectiva de maior produção de petróleo apoiada na entrega de novas plataformas.

O PIB da Construção Civil também terá ligeira alta e ficará bem próximo do resultado do ano passado: 1,7% em 2014 contra 1,9% em 2013. O PIB de Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e Água (SIUP) deverá ter elevação de 2,8% este ano, enquanto o PIB da Agropecuária crescerá 4,2%.

Já para o PIB de serviços, as projeções do Depecon apontam desaceleração para 1,4% neste ano, contra crescimento de 2,0% em 2013, ocasionada por fatores como a perda de ritmo da geração líquida de empregos, o menor crescimento da massa salarial real e o modesto desempenho da indústria.

O consumo das famílias também sofrerá ligeira desaceleração. A demanda deve cair de 2,3% em 2013 para 1,9% em 2014. A inflação elevada, o aperto monetário, o menor aumento da renda, a piora das perspectivas quanto as condições do mercado de trabalho e o patamar bastante alto do endividamento das famílias corroboram para essa avaliação.

Agência Ciesp de Notícias