Ciesp e Fiesp mobilizam setores produtivos para o gerenciamento da escassez de água, diz Rafael Cervone

Presidente do Ciesp afirma que crise hídrica traz insegurança que pode comprometer funcionamento e crescimento das empresas paulistas

A situação crítica de operação dos reservatórios de água em São Paulo tem alertado as lideranças regionais para o risco de desabastecimento capaz de comprometer diretamente as atividades econômicas dos usuários rurais, industriais e de serviços nas bacias dos comitês das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e do Alto Tietê, de acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto.

E o Ciesp e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) têm feito seu papel, mobilizando esses setores para o gerenciamento da escassez de água, enfatizou Cervone na manhã desta segunda-feira (22/09) na abertura do seminário “Gerenciando a Escassez de água na Indústria”, realizado conjuntamente pelas duas entidades, na sede da Avenida Paulista.

Cervone destacou que as áreas de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp vêm distribuindo folhetos educativos para a indústria: um para o uso racional da água e outro que apresenta ações e medidas estruturais de um plano de contingência para as empresas.

“As ações que são apontadas podem contribuir para minimizar os reflexos da escassez no planejamento do processo produtivo e nas demais atividades das empresas, considerando restrições nas captações em águas superficiais ou subterrâneas, bem como no abastecimento pela rede pública”, explicou o presidente do Ciesp.

“O folheto destaca pontos fundamentais para o dia a dia das empresas, tais como conhecer o uso da água para controlar o consumo, reduzir, reciclar e reusar”, acrescentou Cervone, lembrando que empresas de Americana, Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí, Rio Claro e Piracicaba já discutiram alternativas para que as atividades produtivas não sejam comprometidas pela crise.

Ao criticar a gestão inadequada a falta de investimentos públicos, Cervone disse ser necessário que os Comitês das Bacias priorizem recursos financeiros de forma emergencial para atender solicitações de usuários de água, conforme previsto nos respectivos planejamentos.

“Toda essa conjuntura requer profunda reflexão sobre a complexidade e a fragilidade da gestão do Sistema Cantareira e demais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo para atender a demanda dos usuários”, alertou o presidente do Ciesp.

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp