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Ciesp e Fiesp entregam à ANA proposta alternativa para o racionamento de água nas Bacias PCJ

Documento partiu de consenso entre Fiesp, Ciesp e empresas associadas

O Ciesp e a Fiesp enviaram documento à Agência Nacional de Águas (ANA) solicitando a adoção de regras operacionais específicas para o setor produtivo no regime de racionamento de água a ser implementado na chamada Bacia PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), afetada pela situação do Sistema Cantareira.

A proposta encaminhada foi resultado de consenso nas discussões que foram realizadas pelos diretores e representantes da Fiesp/Ciesp da região, em conjunto com as empresas associadas, incluindo representantes dos maiores usuários industriais.

Um dos principais aspectos do documento refere-se à isonomia entre os usuários e a necessidade de uma avaliação dos impactos em relação às características operacionais contínuas de funcionamento das plantas industriais e dos diferentes usos de água.

O setor reconhece que o regime de racionamento é uma decisão técnica necessária, mas que precisa garantir as questões de segurança operacional das plantas industriais.

Desta forma, diante da gravidade da situação, o setor industrial além de já ter feito sua lição de casa, reduzindo consumo e implantando soluções sustentáveis como o reúso para suprir suas necessidades, está neste momento, somando esforços junto aos demais setores da sociedade no enfrentamento da atual crise de abastecimento de água, com seriedade e profissionalismo.

Indústria reduz consumo de água e utiliza fortemente o reúso

De acordo com levantamento do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, 95% das indústrias de São Paulo são de micro e pequeno porte e utilizam a rede pública de água. O atual parque industrial das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e Alto Tietê soma aproximadamente 56.000 estabelecimentos. Entre as 326 indústrias de grande porte instaladas nessas duas bacias, muitas captam água diretamente dos rios e são afetadas pela atual crise de abastecimento. A maioria delas adota práticas de reúso há mais de dez anos e buscam fontes alternativas por estarem em área crítica de disponibilidade hídrica.

Nos últimos dez anos, na Bacia PCJ, houve redução de volume consumido, mesmo com o crescimento do setor industrial na região, em função de projetos de otimização de processos, uso racional de água e reúso.

Na Bacia PCJ, de 2002 a 2012, verificou-se redução de 47% da demanda industrial. Em 2002, o valor requerido era de 14,56 m³/s e, em 2012, caiu para 7,71 m³/s (Fonte: Relatório de Situação PCJ 2004-2006 e de 2013).

Segundo dados compilados do Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso de Água (2006-2014), 89% das indústrias inscritas praticam o reúso em seus processos produtivos, uma economia de 59 milhões de m³/ano, o que equivale ao abastecimento de uma cidade como Sorocaba.

Agência Ciesp de Notícias